Hoje começa a turnê de Ozzy Osbourne no Brasil, com um show em Porto Alegre. Depois o “Príncipe das Trevas” (toda vez que alguém repete essa alcunha, morre um gatinho!) segue por São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mais do que mestre, ele virou um personagem ao longo dos anos, um personagem dele mesmo. Podemos dizer que Ozzy Osbourne não é mais apenas um, mas cinco dentro de um!

1. Ozzy, o gênio. Um dos criadores do Black Sabbath, nascia ali o heavy metal. Não só pelo peso da música, mas a capa encagaçante do primeiro disco, as letras sombrias, o visual soturno, a aura from hell. Das cinco músicas da banda tocadas nos shows em Buenos Aires e Santiago, TODAS são do Paranoid. Anota aí: “Paranoid”, “Iron Man”, “War Pigs”, “Rat Salad” e “Fairies Wear Boots”.

2. Ozzy, o frontman. Na carreira solo ficou evidente que Ozzy precisava de um holofote único. Nos 80’s abusou de cabelos descoloridos e camisas com BABADOS, e nos 90’s aproveitou a explosão da MTV com No More Tears. Ozzy não podia ser outra coisa que não o frontman. Mesmo após 40 anos em bandas, não sabe tocar um único instrumento.

3. Ozzy, o mito. Quando coisas que nem aconteceram parecem foda, é porque virou uma lenda do rock. Ozzy comeu sim um morcego, mas ele pensava que era de borracha na real. Tatuou ele mesmo seus joelhos, um smile pra olhar enquanto dá aquela cagadinha – é serio! Mito pelo que faz e o que não faz.

4. Ozzy, o ícone pop. Tem gente aí que nem faz idéia das músicas e adora o Ozzy. Aquele seriado The Osbournes colocou num patamar pop, uma figura maluca-de-pedra com uma família não menos anormal. Hoje tem nêgo que lê sua autobiografia best-seller e nunca ouviu um Sabbath bem pegado na vida.

5. Ozzy, o fanfarrão.