Nosso insider João Augusto (aka jojo) esteve presente no Planeta Terra e conta um pouco de tudo que assistiu por lá.

Não estranhe se você voltar a encontrar esse nome aqui pelo blog. A partir de agora o Jojo também passa a assinar alguns posts no Conversation.

Welcome little rocker.
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Quem foi no Playcenter dia 20 não teve do que se arrepender. O Planeta Terra cumpriu a expectativa de sempre trazer boa parte das bandas preza da atualidade, e já que ainda não descobri como estar em dois lugares ao mesmo tempo, aí vai o melhor e o (quase nada) pior do Planeta Terra (na minha opinião de chato).

>> O MELHOR DO PLANETA TERRA

MIKA mostrando como ser um Frontman ULTRA carismático e um hitmaker em uma única pessoa

Foto: Heitor Camargo

Eu, que nunca ouvi um disco do Mika, nunca pensei em ouvir um disco do Mika e muito menos gostava quando tocava algum hit dele em alguma festa, saí do show do Libanês querendo comprar o DVD e me tornar o melhor amigo do cara. Repertório perfeito, cenário e intervenções (uma perna gigante inflável, desenhos ao redor do palco sincronizados com elementos das canções) fizeram esse ser um dos shows que a galere ficou mais “boquiaberta”

Passion Pit empolgando demais. E Micheal Angelakos cantando incrivelmente bem

Foto: Fernando Borges/Terra

Se o Michael Angelakos tava usando algum efeito similar a auto-tune eu não sei, só sei que ele estava cantando tanto quanto estava empolgado. Quem ficou até o fim (já já vou falar mal de quem organizou a grade de horários) falou que valeu muito a pena. OUSO DIZER que deve ter sido melhor que o Phoenix (pelo menos o pouco que fiquei, foi melhor)

Pavement fazendo o show que todo mundo que gosta sabia que ia ser

Foto: Stephanie M.

Assumo que o Pavement estar aqui é a prova de que esse post em especial não é imparcial, mas quem esperava por esse show sabe que ele merece estar aqui. Tocaram todos os hits (que em alguns momentos até parecia incomodar as pessoas que estavam na quarta fileira perto de mim), tocaram todos seus semi-hits e as músicas que deixaram de fora tiveram um bom motivo pra estar, que é o de não serem tão importantes quanto as que eles tocaram (pouco óbvio meu desfecho).

Phoenix imitando o Pavement (e fazendo o que todo mundo que gosta sabia o que iam fazer)

Foto: Stephanie M.

Apesar de não ter tido a participação do Duo Daft Punk (o que realmente foi uma pena), o show do Phoenix foi exatamente como deveria ser, tocaram um monte de canções do Wolfgang Amadeus Phoenix (álbum essencial, por sinal) e os singles dos álbuns anteriores. As luzes no palco foram tão importantes quanto um membro da banda, demonstrando o porquê merecem estar no “Creators Project”. E como um grande show deve ser, o vocalista Thomas Mars literalmente “nadou” no público, sendo protagonista de um dos momentos mais afudes do festival. (realmente foi um momento e tanto)

>> O PIOR DO PLANETA TERRA

E o prêmio “não tinha porque ser assim” vai pra organização do festival que colocou Passion Pit no mesmo horário do Phoenix, até agora nenhuma explicação/alegação que ouvi sobre esse motivo justifica por que as duas bandas tocaram praticamente no mesmo horário. Que o ano que vem a organização faça como fez no caso “Pavement x Hot Chip”, duas bandas completamente diferentes, com públicos diferentes tocando no mesmo horário. De resto a organização tá de parabéns, o festival foi muito bem organizado, som tava ótimo, tava tudo o bixo! E que venha o Planeta Terra 2011!