Passada toda a correria de um dos festivais mais aclamados (e reclamados) dos últimos tempos, nossos insiders Felipe Neves (@moraesneves) e Simone Bertuzzi (@simonebertuzzi) contam um pouco dos melhores e piores momentos do SWU.
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Kings of Leon faz show intenso no SWU
Por Simone Bertuzzi
Um dos shows mais esperados entre todos do Festival SWU era, sem dúvida, o do Kings Of Leon, última atração do line up do dia 10, na Fazenda Maeda, em Itu (SP). A apresentação foi pontual, mas não animou o público que estava tentando combater o frio e o cansaço de final de noite.
Caleb, Nathan, Jared e Matthew Followil assumiram o palco sem muito entrosamento com os fãs, mas proporcionaram muitos gritos que se revezavam entre hits mais conhecidos de seus quatro primeiros álbuns, como Molly’s Chambers (2003) e Sex On Fire (2008), e novas canções como Radioactive e Mary, do CD Come Around Sundown (2010). Mesmo assim, o vocal único de Caleb, os acordes quase acústicos de guitarra e os riffs graves de baixo bem característicos do KOL renderam uma noite intensa e quase perfeita com os sons Crawl, My Party, Be Somebody, Fans, Revelry, Closer, Four Kicks, The Bucket, Notion, On Call, Back Down South, Slow Night e So Long.
Acompanhados de imagens em preto e branco nos telões e de luzes amarelas no palco, o grupo não teve falha alguma durante sua apresentação, estava tudo aparentemente bonito de assistir e ouvir. Porém, ainda faltou alguma coisa que os fãs aguardavam, como empolgação e simpatia perante o público. Mas isso não é de surpreender, o KOL é para entrar fundo na viagem de suas músicas, sem danças e piadinhas. E isto foi o que ficou claro: a banda mostrou que ao vivo proporciona a outras pessoas fazerem parte, literalmente, de suas canções tão particulares. A energia foi esta, ou entrava no clima, ou não prestigiava o que estava acontecendo naquele momento.
Caleb, com um ar de timidez, disse que teve ótimos dias no Brasil e que se lembraria sempre da vinda do grupo para cá. E foram algumas de suas poucas palavras durante toda a apresentação.
Mesmo com esta impressão morna com o povo, o show não deixou nada mais a desejar. Foi um mix de bons, altos, velhos e novos refrões cantados no melhor estilo de vocal “rosnento” do grupo, que voltou ao palco após sua primeira leva de músicas e completou o set list com Knocked Up, Manhattan, Use Somebody e Blask Tumbnail.



