Passada toda a correria de um dos festivais mais aclamados (e reclamados) dos últimos tempos, nossos insiders Felipe Neves (@moraesneves) e Simone Bertuzzi (@simonebertuzzi) contam um pouco dos melhores e piores momentos do SWU.

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Queens Of The Stone Age ao vivo no SWU
Por Simone Bertuzzi

SWU #3

Enquanto Incubus estava no palco Água, a multidão de fãs do Queens Of The Stone Age se aglomerava na pista comum em frente ao palco Ar para tentar ver de perto Josh Homme e sua trupe, na última segunda-feira, 11, terceiro dia do Festival SWU, em Itu (SP).

A antecipação do povo para conseguir um lugar mais próximo do palco não adiantou muito. O show do QOSA atrasou mais de 30 minutos, deixando a ansiedade e a energia se acumularem na veia do público, que aguardava em pé.

Problemas técnicos pra lá e pra cá, telão principal desligado e finalmente entra a banda californiana no palco. Para compensar o atraso e o cansaço dos fãs, o set list não podia ter iniciado melhor com a música Feel Good Hit Of The Summer. E foi praticamente um choque: poucos viram que o atraso havia terminado quando as guitarras distorcidas começaram a fazer barulho.

Sem muitos detalhes e “frufrus”, o grupo deu início a uma apresentação que superou qualquer qualidade de disco, e mostrou a energia inexplicável entre instrumentos, amplificadores e a multidão. E não teve mistérios, o repertório só deu ao público a oportunidade de cantar bem alto os hits mais pesados, rápidos e famosos da banda. Os fãs ainda foram prestigiados ao vivo com as músicas The Lost Art Of Keeping A Secret, 3′s & 7′s, “Sick, Sick, Sick“, Monsters in the Parasol, Burn the Witch, Long Slow Goodbye, In My Head, Little Sister, Do It Again, I Think I Lost My Headache, Go With The Flow, No One Knows e A Song For The Dead. Todos tocados impecavelmente, com um toque a mais de velocidade e suor de Homme (guitarra e vocal), Troy Leeuwn (guitarra), Joey Castillo (bateria), Michael Shuman (baixo) e Dean Fertita (teclado).

No meio da Pista Comum, o vácuo foi aberto e fãs de várias gerações deram pulos e empurrões em uma engraçada e atrapalhada roda punk. De longe, Josh olha e diz “Vocês sabem como é”. E o show continua e termina nesta vibe, de muito suor, gritos, distorção e o vocal impecável do maridão de Brody Dalle.

Ruivo, mais “forte” e com ar de maturidade, o líder do Queens Of the Stone Age mostrou charme, fez sua performance punk hard rock por todo o palco e ainda presenteou a plateia com um “muito obrigado” em português por não conseguir expressar mais agradecimentos do que ele gostaria de dizer. E nem precisava.