Uma dose de sexo aqui, muita dose de música ao vivo ali, Nove Canções foi um filme altamente controverso no período.
A história é passada ao longo de doze meses na relação de um casal bem “rock n’ roll”, suas incertezas, inseguranças, e sempre usando as relações sexuais como válvula de escape.
O cara, um climatólogo que passa um tempo na Antártica, e a menina, uma estudante de intercâmbio americana. Boa parte do roteiro se perde um pouco no exagero das cenas, algumas explícitas e não simuladas. A direção é do inglês Michael Winterbotton, o mesmo do ótimo A Festa Nunca Termina (aquele filme que conta a história do rock e música eletrônica de Manchester, no final dos anos 80).
Em Nove Canções, as partes mais legais são realmente as que remetem ao título, quando o casal assiste ao vivo a nove músicas, todos shows na Brixton Academy – fica aí também aquela água na boca pra quem quer conhecer Londres. As apresentações, todas reais, tem uma qualidade impecável, o jogo de câmera é frenético, parece te colocar dentro das cenas, dentro da perspectiva de quem assiste.
Melhor que muito DVD de shows por aí. O tom de veracidade (tanto dos shows, quanto da relação do casal) é bem impressionante, e embora tudo seja meio feito pra chocar o público, cada parte musical vale muito a pena, que retrata bem a cena indie-rock do começo dos anos 2000. Confira a lista das músicas.
- Black Rebel Motorcycle Club, “Whatever Happened To My Rock And Roll”
- The Von Bondies, “C’mon, C’mon”"
- Elbow, “Fallen Angel”
- Primal Scream, “Movin’ On Up”
- Dandy Warhols, “You Were The Last High”
- Super Furry Animals, “Slow Life”
- Franz Ferdinand, “Jacqueline”
- Michael Nyman, “Nadia”
- Black Rebel Motorcycle Club, “Love Burns”



