Hoje o Rock’ n’ Beats traz pra vocês uma banda que já não é mais destaque só no cenário musical de Curitiba. O Subburbia vem conquistando seu espaço com um som daqueles que grudam na cabeça. Os refrães fáceis de decorar combinados a guitarras sujas e um toque eletrônico mostram que a banda bebe de diversas influências. Eles mesmos não fazem questão de terem seu som rotulado em apenas um nicho musical, nem gostam das sempre inevitáveis comparações feitas ao grupo Cansei de Ser Sexy. Mas, se é pra definir o som do Subburbia, então que seja como Noise Pop, como eles preferem.

A banda é formada por quatro amigos: Emil (baixo e vocal), Marina (guitarra e vocal), Virgínia (bateria) e Ernani (teclados e synths). As experimentações musicais de Emil começaram em 2007 e aos poucos os outros integrantes foram compondo a banda, que teve o nome inspirado em uma música do Pet Shop Boys. Aliás, eles não escondem o segredo para achar a identidade do Subburbia e acertar no som e sair do comum: ouvir muita música.

>> Vocês descrevem em sua biografia que tiveram uma longa jornada até achar o som certo pra vocês. Que tipo de experimentações o Subburbia já fez? 

Emil: Acho que a gente sempre esteve atrás do som perfeito, achar uma identidade foi trabalhoso. O negócio foi ouvir muita música. Direto nos ensaios a gente parava e dizia: “essa música tá rock demais ou moderninha demais ou dance demais”. O que fez a gente encontrar essa identidade foi sair do comum.

>> E o som de agora ainda vai mudar mais?

Marina: Eu procuro sempre evoluir, aprimorar meus gostos e tentar vários tipos de experimentações. Seguindo isso, acredito que a nossa música sempre vai mudar, porém mantendo a essência e a alma Subburbia de sempre!

Vir: Não tem como não mudar, mesmo que quisesse (risos). Todos os dias a gente conhece coisas legais, referências bacanas ou lembra de algum disco legal que não ouve há tempos, Não tem como ignorar toda essa influência do mundo inteiro entrando na nossa vida.

>> E quais as principais influências do Subburbia?

Marina:  Musicalmente tem o Prince, Smashing Pumpkins, The Cure, Stone Roses. Visualmente tem o David Lynch, Cronenberg, Basquiat. Na verdade temos muitas referências, e a todo momento!

>> Que músicas fazem vocês caírem na pista com seus “dancing shoes”?

Marina: Como eu não sou muito de dançar, tem que ser algo épico como a “What Is Love” do Haddaway! (risos).

Emil: ”We Used To Be Friends” do The Dandy Warhols.

Vir: Eu não costumo cair na pista. Pra me emocionar teria que ser “Superhumans”, do Flaming Lips.

Ernani: ”Girls Just Wanna Have Fun”, da Cyndi Lauper

>> As letras em inglês ajudam na hora de expandir a música pelo mundo?

Marina: Com certeza! Como a maioria das nossas referências são cantadas em inglês, acaba sendo natural a escolha pela língua.

Vir: Expandir a música pelo mundo é um dos nossos grandes objetivos. O que eu acho importante é que, com músicas em uma língua que muita gente fala, mais pessoas têm a chance de entender a mensagem que a gente quer passar.

>> Um sonho da banda a ser conquistado?

Marina: Um dos muitos talvez seja tocar num festival como o Reading!

Vir: World domination.

>> Quais os próximos planos do Subburbia?

Marina: Ainda pra esse ano estamos gravando um novo EP com participações internacionais. Vamos gravar um videoclipe de uma dessas músicas e realizar uma turnê internacional!