Os cinco patinhos feios da música

Fazer parte de uma famosa banda de rock também tem das suas frustrações. Parando pra pensar um pouco, a grande maioria dos grandes superstars são os vocalistas e guitarristas solo, os caras colocados mais a frente dos holofotes. Mas existem outros, por vezes ignorados, que tem uma importância fundamental em todo processo. E aqui a gente te apresenta alguns desses, considerados como os patinhos feios da música.

Izzy Stradlin – o guitarrista base do Guns N’ Roses compôs as músicas de todo os Use Your Illusion praticamente sozinho, mas sempre viveu a sombra da fama de Axl Rose e Slash. Não por mera coincidência, foi quando Izzy caiu fora que a coisa começou a ruir pra banda, que lançou apenas mais um disco e esfacelou-se na formação que conhecemos hoje.

Richie Sambora – outro do hard-rock, a subestimação já começa por tocar numa banda com o nome do vocalista, como se todos os outros fossem meros coadjuvantes. Mas a grande real é que Sambora compôs praticamente todos os hits junto com Jon Bon Jovi. Mas se você perguntar por aí pra quem não manja muito, poucos vão sequer saber o nome do guitarrista.

Malcolm Young – se a lista fosse somente de guitarristas, malcolm seria o hors concours. Eternamente na sombra do irmão Angus, que é a praticamente a cara do AC/DC, com o terninho e toda perfomance teatral no palco. Mas é Malcolm o responsável por todos aqueles riffs clássicos que você assobia quando toca. Até a sua guitarra modelo Grestch é subestimada por não figurar entre as tradicionais Fender ou Gibson.

Nico – sempre referida como “aquela modelo colocada na banda apenas pelo marketing”, Nico provou ser fundamental no mais clássico disco do Velvet Underground. Talvez não tenha consolidado uma carreira, mas você imagina “Femme Fatale” sem a sua voz?

Ringo – baterista já tem no DNA a arte de ser subestimado numa banda. Agora imagina se você é o baterista duma banda ao lado de três gênios? Pro Ringo só restou seguir em frente e ignorar todo e qualquer comentário pejorativo. De mais a mais, quando a coisa apertou e ele resolveu largar tudo nas gravações do disco branco, foram lá Paul, John e George implorar para que o velho Ringão voltasse pra banda. Era ou não era importante?

E aí, mais alguém que você lembre ser um grande patinho feio da música? Diz pra gente!

Promoção Converse Rock Style

Ontem foi o dia de mostrarmos aqui pelo blog alguns looks bem bacanas do pessoal que mandou ver nas combinações de Converse + camiseta de banda. Tudo a ver com o mês do rock, vai dizer?

Pois a galera curtiu tanto o assunto que nós decidimos brincar de montar mais looks na pegada rocker, só que dessa vez dividindo tudo por estilos do gênero musical mais amado por nós! As camisetas foram todas emprestadas da marca amiga ReverbCity, olha só:

ROCK

Ninguém melhor do que AC/DC pra ilustrar a verdadeira essência do rock, né? Calça skinny (sempre!), jaqueta perfecto e tênis todo trabalhado no caveirismo fazem a modernidade de um look rockeiro já bem clássico.

METAL


Pros headbangers, toda a fanfarronice de Ozzy e Black Sabbath na camiseta. A calça continua skinny e 100% black. O cinto com tachas e o Converse cano ultra mega alto fazem a ousadia do look. Já a jaqueta jeans dá um ar de leveza e deixa o visual supercharmoso.

PUNK


Ramones, tachas, preto, couro. Não precisa dizer mais nada! A não ser a delicadeza rebelde desse nosso modelo de renda, que tá todo mundo amando, né?

GRUNGE


Essa é pros jovens dos anos 90 que adoravam desfilar pelas ruas com a boa e velha flanela surrada, ao som de muito Nirvana! A camisa xadrez nunca saiu de moda, na verdade. E uma boa atualizada no look pode-se dar com esse modelo de Converse pra lá de estiloso.

INDIE

A banda que nasceu independente mas hoje em dia faz show em estádio de futebol. Muse, quem leva? E todo bom indie que se presta tem que estar em cima com as tendências! Por isso a dica aqui é jogar a tee de banda com óculos de armação grossa e Converse de sola colorida.

BRIT ROCK


Ela nem existe mais, mas foi quem praticamente criou a modinha do rock britânico dos dias de hoje. Oasis, quem não sabe pelo menos uma música deles de cor? E o look perfeito e com a cara da Inglaterra é aquele com muito azul marinho e vermelho. As listras da saia garantem descontração ao visual, e o modelo hiperdiferenciado do Chuck Taylor tem cor básica e muito estilo!

Mas agora, minha gente, nós queremos ver como VOCÊS montam o look camiseta de banda + Converse. E em troca disso, sabe o que vamos dar?  Um par de Converse + uma camiseta da Reverb City, para as três melhores fotos!

Para participar, acesse a nossa fanpage no Facebook e poste no nosso mural uma foto sua em um look bem maneiro usando camiseta da sua banda favorita + Converse. Basta clicar em foto e subir a fotinho, ó:

Depois, fique à vontade para pedir aos amigos que curtam a sua foto, e se quiser também pode taggear a banda da sua camiseta e o Converse no seu pé!

Nós vamos avaliar os looks mais criativos e no dia 18 divulgamos o resultado. Fique ligado por aqui, e não deixe de conferir o regulamento.

REMIX MY CONVERSE #2: BACK TO SCHOOL

“Começou o ano no Brasil”, já diria aquele clichezão pós-Carnaval. Mas, pra quem não é de carnaval, ele começou antes, bem antes. Começou com a sempre temida volta às aulas! Acordar mais cedo para alguns, chegar em casa quase meia-noite para outros. E pra mais alguns, passar a tarde enfurnado numa sala abafada ouvindo sobre geometrias e fórmulas.

Nada fácil né? Ainda mais se esse pode ser o último ano de nossas vidas – 2012, lembra? Mas como pra virar gente tem que estudar, como dizem nossos avós, então ameniza o aimeudeus ouvindo mais uma mixtape esperta que preparamos. Back to school, guyz!

REMIX MY CONVERSE #2.mp3

(pra salvar o mp3 é só clicar com o botão direito em cima do link e dar um “salvar como…”).

TRACKLIST:

Vandals – Summer Lovin

Deftones – Back to School

Simple Minds – Don’t You Forget Abou Me (Breakfast Club)

Alice Cooper – School’s Out

Reel Big Fish – Take on Me

Save Ferris – Come On Eilleen

Ramones – Rock n’ Roll High School

AC/DC – It’s a long way to the top

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Pouco ou nada falamos do show do AC/DC aqui no Conversation. Acontece que o show da banda que me influenciou durante toda minha adolescência precisava ser registrado in loco. Porém, todas as tentativas de conseguir ingresso para São Paulo não deram certo, e passei uma semana depressiva, sabendo que tinha perdido o maior show do ano…

Mas como tenho família e contatos em Buenos Aires, tentei ver o que conseguia pelas terras hermanas. Feito: um “convite” para o último dos três shows na capital argentina, feito pela companhia que cuida do transporte de equipamentos da banda. Isso era quarta-feira, na sexta já estava embarcando no ônibus rumo à Argentina.

Foram 18 horas de viagem pela estrada para o inferno, junto com um bando de malucos que encarou a mesma viagem pelo mesmo motivo: rock. Chegando em Buenos Aires, recebi o meu “ingresso”:

acdc

Isso mesmo, eu não só iria ver o show, como entraria pela porta dos fundos. E para começar, que tal acompanhar a passagem de som? Como entre o segundo e terceiro show teve a eleição do novo presidente do River Plate, clube cujo estádio rolaram os shows, tudo teve que ser desmontado e remontado em tempo recorde para as votações. Quando cheguei, estavam erguendo o Hell’s Bell enquanto os roadies passavam o som. A partir dali, não lavei mais meus olhos. Mas claro, tudo tem um preço, e uma credencial de backstage também. Por ser uma credencial de trabalho, eu estava oficialmente trabalhando no show.

Me entragaram uma “lanterna de testa” e uma escoba. Minha tarefa era simples: varrer os containers dos equipamentos. Não parece nada difícil, mas limpar 22 containers, um total de 660 m2 (quase 666 :-D ) deixa qualquer um quebrado. Saí do estádio todo moído do serviço, mas ei, it’s a long way to the top if you wanna rock ‘n’ roll.

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O dia seguinte, o grande dia. 70 mil pessoas foram ao estádio do River para ver o maior show. Os decibéis do palco foram reduzidos por reclamações de vizinhos. Minha irmã disse: “ah, mas as músicas deles são todas iguais“. E eu: “E isso que é o mais legal: com músicas iguais eles estão na estrada há quase 40 anos, lotando shows“. Sério, AC/DC celebra basicamente a mulheres e ao rock ‘n’ roll. E precisa mais? Assim como os Ramones, o AC/DC mostra que antes de técnica, vem a diversão. E alimentando o trem do rock ‘n’ roll, Angus Young e Brian Johnson invadem o palco, e os fãs vão à loucura. Só consegui fôlego para tirar fotos depois  de Thunderstruck, pois ninguém desacelerou no palco:

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Ao final do show, com fogos de artifícios e tiros de canhões saudando àqueles que vieram para celebrar o rock, as pessoas em volta eram pura alegria, ainda atônitas com a experiência do trem do rock ‘n’ roll. “Eu ainda não acredito no que vi”, “eu vi o melhor show do mundo, agora posso morrer ou ficar cego” era o que as pessoas falavam. Com toda a energia do hard rock, Brian Johnson, Angus Young, Malcom Young, Cliff Williams e Phil Rudd  formam um grupo que está ficando raro hoje em dia: as bandas de estádio, capazes de levar exércitos de fãs para seus shows com um simples estalar de dedos.

Ao fim, foi extremamente cansativo, mas muito bom. Não pude conhecê-los pessoalmente, mas mais que assistir, pude contribuir para que AC/DC fizesse a noite de 70 mil pessoas mais felizes. E feliz por ver uma das minhas bandas favoritas, nem liguei para as 22 horas de volta pela estrada para o inferno.

por Thiago Ferronatto e Conversation Team