Brand New Music: Cambriana
Postado em: 23.04.2012Rock’n'Beats invadindo o blog da Converse para falar do que a gente sabe que você curte: música boa e conhecer bandas novas.
Em episódios infelizmente incomuns no decorrer dos anos, surgem algumas bandas que parecem sintetizar todo o espírito de uma cena musical, ignorando barreiras geográficas ou idiomáticas, em um só pacote. Foi em um desses episódios que surgiu, no coração do centro-oeste brasileiro – conhecido pela exportação de duplas sertanejas de sucesso, mas também por grandes nomes como Black Drawing Chalks, Banda Uó e o Hellbenders – uma pequena grande banda que poderia ser facilmente o resumo de algumas horas de “shuffle” na sua biblioteca musical se você é um fã do tal do “indie” nos anos ’00.
A Cambriana recebe seu nome de uma era biológica marcada pela diversidade, e parece incorporar bastante esse título: na sua mistura, se encontram os DNAs musicais de grupos folk como Fleet Foxes, Grizzly Bear e My Morning Jacket e artistas que sabem utilizar o “synth-pop” com classe e equilíbrio, como Phoenix, The Whitest Boy Alive e Jamie Woon. O álbum de estreia do grupo, House of Tolerance, pode até ser marcado por um som sutil e quase melancólico, mas não se engane pelo tom relaxante e nada gritado: a Cambriana já fez muito barulho nas redes sociais, chegando até mesmo a receber elogios de sites norte-americanos.
Quem são: Luis Calil, Wanderson Meireles, Wassily Brasil, Pedro Falcão, Rafael Morihisa, Israel Santiago e Heloísa Cassimiro.
Por que curtir?: Reúne tudo aquilo que tem povoado os seus fones de ouvido em uma só banda que age localmente, mas pensa globalmente.
Para fãs de: Destroyer, The Postal Service, Foals (fase Total Life Forever)
Quer saber mais? Confira esse bate bola rápido que fizemos com eles:
Como a banda começou a caminhada?
Começou com um punhado de covers de indie rock que eu (Luis), o Rafael e o Israel decidimos fazer por diversão. Descobrimos que ficar tocando Radiohead, The National e Grizzly Bear só é divertido até certo ponto, então acabamos parando tudo e decidindo só recomeçar quando tivéssemos nosso próprio material. (Agora eu sinto falta de tocar covers. Coisas da vida.)
A Cambriana segue as pegadas de quais bandas?
Acho que a graça do nosso disco é que nós seguimos várias pegadas ao mesmo tempo, de forma que seria complicado tentar encontrar uma influência predominante. Mas esse elemento de diversidade estilística em si foi inspirado no “In Rainbows” do Radiohead. A forma como eles construíram esse disco, reunindo faixas de vários estilos e climas (pulando de “15 Step” pra “Bodysnatchers” pra “Nude”, por exemplo) foi meio que um modelo pra banda no “House of Tolerance”.
O que faz vocês colocarem seus “dancing shoes”?
Rafael: “Polish Girl”, Neon Indian + álcool.
Luis: “Alu Jon Jonki Jon”, Fela Kuti + álcool.
Wassily: “Come As You Are”, Nirvana + álcool.
Israel: Não dança. Mas bebe.
Quais serão os próximos passos da Cambriana?
Vamos tentar tocar no país inteiro. Já temos algumas datas planejadas pra Minas, Brasília e São Paulo. E lá pelo meio do ano queremos lançar mais músicas, que estão atualmente sendo compostas e gravadas (e jogadas fora, e ressuscitadas, e mutiladas, e regravadas). E queremos ouvir menos indie rock. Acho que já deu, né?







