Brand New Music: Cambriana

Rock’n'Beats invadindo o blog da Converse para falar do que a gente sabe que você curte: música boa e conhecer bandas novas.

Em episódios infelizmente incomuns no decorrer dos anos, surgem algumas bandas que parecem sintetizar todo o espírito de uma cena musical, ignorando barreiras geográficas ou idiomáticas, em um só pacote. Foi em um desses episódios que surgiu, no coração do centro-oeste brasileiro – conhecido pela exportação de duplas sertanejas de sucesso, mas também por grandes nomes como Black Drawing Chalks, Banda Uó e o Hellbenders  – uma pequena grande banda que poderia ser facilmente o resumo de algumas horas de “shuffle” na sua biblioteca musical se você é um fã do tal do “indie” nos anos ’00.

A Cambriana recebe seu nome de uma era biológica marcada pela diversidade, e parece incorporar bastante esse título: na sua mistura, se encontram os DNAs musicais de grupos folk como Fleet Foxes, Grizzly Bear e My Morning Jacket e artistas que sabem utilizar o “synth-pop” com classe e equilíbrio, como Phoenix, The Whitest Boy Alive e Jamie Woon. O álbum de estreia do grupo, House of Tolerance, pode até ser marcado por um som sutil e quase melancólico, mas não se engane pelo tom relaxante e nada gritado: a Cambriana já fez muito barulho nas redes sociais, chegando até mesmo a receber elogios de sites norte-americanos.

Quem são: Luis CalilWanderson Meireles, Wassily Brasil, Pedro Falcão, Rafael Morihisa, Israel Santiago e Heloísa Cassimiro.

Por que curtir?: Reúne tudo aquilo que tem povoado os seus fones de ouvido em uma só banda que age localmente, mas pensa globalmente.

Para fãs de: Destroyer, The Postal Service, Foals (fase Total Life Forever)

Quer saber mais? Confira esse bate bola rápido que fizemos com eles:

Como a banda começou a caminhada?
Começou com um punhado de covers de indie rock que eu (Luis), o Rafael e o Israel decidimos fazer por diversão. Descobrimos que ficar tocando Radiohead, The National e Grizzly Bear só é divertido até certo ponto, então acabamos parando tudo e decidindo só recomeçar quando tivéssemos nosso próprio material. (Agora eu sinto falta de tocar covers. Coisas da vida.)

A Cambriana segue as pegadas de quais bandas?
Acho que a graça do nosso disco é que nós seguimos várias pegadas ao mesmo tempo, de forma que seria complicado tentar encontrar uma influência predominante. Mas esse elemento de diversidade estilística em si foi inspirado no “In Rainbows” do Radiohead. A forma como eles construíram esse disco, reunindo faixas de vários estilos e climas (pulando de “15 Step” pra “Bodysnatchers” pra “Nude”, por exemplo) foi meio que um modelo pra banda no “House of Tolerance”.

O que faz vocês colocarem seus “dancing shoes”?
Rafael: “Polish Girl”, Neon Indian + álcool.
Luis: “Alu Jon Jonki Jon”, Fela Kuti + álcool.
Wassily: “Come As You Are”, Nirvana + álcool.
Israel: Não dança. Mas bebe.

Quais serão os próximos passos da Cambriana?
Vamos tentar tocar no país inteiro. Já temos algumas datas planejadas pra Minas, Brasília e São Paulo. E lá pelo meio do ano queremos lançar mais músicas, que estão atualmente sendo compostas e gravadas (e jogadas fora, e ressuscitadas, e mutiladas, e regravadas). E queremos ouvir menos indie rock. Acho que já deu, né?

SEIS DÉCADAS DE ROCK SEM FREIO

Agora sim, o rock pode realmente caminhar. A promoção “Assim Caminha o Rock” foi lançada junto com o Flashrock deste ano, quando o coletivo Bicicleta Sem Freio fez ilustras que representavam as seis décadas do rock. Estas ilustrações foram usadas no fundo do palco do Flashrock e também viraram tênis, que os ganhadores da promo agora podem usufruir. Confira então como ficaram os Chucks alusivos às décadas do rock:

Estampas

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Chucks

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No vídeo oficial do Flahsrock você também pode conferir como as estampas ficaram no fundo do palco. Além da decoração, as décadas do rock também foram representadas pelas bandas Dead Lover’s Twisted Heart, que tocou os embalos dos anos 50, PROA, que resgatou toda a psicodelia dos 60, Fusile, que apresentou os clássicos dos 70, The Hell’s Kitchen Project, que reproduziu o climão dos 80 e a Monno, que trouxe toda a distorção dos 90. Os anos 2000 foram representados por duas bandas consagradas no cenário músical nacional, o power trio Macaco Bong e a Black Drawing Chalks, que também contou com a participação especial de Chuck Hipólitho, ex-Forgotten Boys e atual Vespas Mandarinas. Veja abaixo o vídeo:

Conversation Team

COBERTURA FLASHROCK EM BH

Depois de passar por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro nos anos anteriores, Belo Horizonte foi a capital escolhida para esta quarta edição do Flashrock, tradicional comemoração da Converse em homenagem ao Dia Mundial do Rock, que rolou na última terça feira, 13 de julho.

Assim como nas edições anteriores, toda a função aconteceu em clima de suspense, com o público sabendo apenas parte do que iria rolar. O encontro estava marcado às 18h30 na Praça da Savassi, um dos principais pontos da cidade. O que parecia um barracão de obras no meio da praça era, na verdade, o ponto de partida onde tudo ia acontecer.

A banda Macaco Bong iniciou os trabalhos tocando dentro de uma “caixa palco” ainda fechada. Quando os tapumes foram retirados, cerca de 1000 pessoas foram ao delírio! O ex-Forgotten Boys Chuck Hipólitho se juntou a banda de Cuiabá, que ao longo das músicas foi saindo de cena para dar lugar aos caras da Black Drawing Chalks, sem interrupção, tudo non stop. A etapa seguinte ocorreu no Lapa Multishow, tradicional casa de shows de BH, onde aconteceu a festa que deu seqüência ao Flashrock. Mais de 2000 pessoas compareceram para assistir aos shows.

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Fotos por: Artur de Léos

As bandas locais tocaram um repertório de músicas próprias e clássicos da história do rock, que foram escolhidos pelo próprio público na promoção do site do Flahsrock. A Dead Lover’s Twisted Heart representou os anos 50, a PROA caiu de cabeça nos anos 60, a Fusile tocou clássicos da década de 70, a The Hell’s Kitchen Project mergulhou nos 80’s e a Monno, por fim, esgaçou o rock dos anos 90.

Público compareceu em peso

“Cara, isso foi um marco pra BH, sempre se reclama que a galera daqui não se movimenta e as coisas rolam pouco pra esses lados, claro que quem ficou de fora vai reclamar, mas para quem conseguiu entrar foi histórico, uma prova de que BH tem público de qualidade e quantidade”

O comentário acima é de um dos bloggers locais que nos ajudaram a ativar o Flashrock na capital mineira, o que nos fez pensar que, apesar de não resolver o problema das pessoas que não chegaram em tempo de entrar no Lapa Multishow, pois o convite garantia o acesso apenas até a lotação da casa, conseguimos realizar um evento que entrou pra história da cidade, divulgado no boca-a-boca e que acabou resultando em uma multidão comparecendo ao local para celebrar o rock.

Com certeza, em uma próxima ocasião, se acertará com a produção para que se destaque informações do tipo “os convites serão entregues para garantir a entrada enquanto a casa comportar”. Concordamos que, se por um lado ele não dava a garantia de entrada, como muitos imaginaram, ele também não explicitava que quem não se apressasse poderia não entrar no local mesmo com o convite em mãos, o que acabou gerando esta insatisfação.

Em 1969, quando 500 mil ripongas chegaram ao Festival de Woodstock, enquanto a expectativa era de umas 60 mil, a solução foi colocar abaixo as cercas da fazenda e liberar geral. Como estamos em 2010, isso a gente já não pode mais fazer, mas plugar uma guitarra bem alta no amplificador para saciar jovens sedentos por rock, vocês não se preocupem que a gente continuará garantindo pelos próximos anos, e fiquem tranquilos, com convites mais detalhados.

Conversation Team

BH ROCKS

Depois de muita especulação e pedidos, a Converse promove o Flashrock 2010 em… BELO HORIZONTE!!!  \o/

O Flashrock é um movimento que busca resgatar valores, como a originalidade e a subversão do rock n’ roll.  Através do Dia Mundial do Rock, a Converse une pessoas que amam o rock em plena praça pública, sem cobrar ingresso! Em 2007, o Flashrock transformou cinco pontos de ônibus da capital gaúcha em palcos de shows. Em 2008, foi a vez da Rua Augusta, em São Paulo, ser invadida com uma apresentação surpresa do rockeiro Lobão, e ano passado, a cidade maravilhosa viu o Dia do Rock ser comemorado em frente aos arcos da Lapa com um showzaço da Cachorro Grande.

Este ano o Flashrock acontecerá em BH, uma cidade que possui uma cena independente consolidada. Serão várias bandas locais, tocando os maiores clássicos da história do rock & roll. A festa acontece no Lapa Multishow, na terça feira, dia 13 de julho, é claro, a partir das 21h. Para participar da comemoração, você deve ir na Praça Savassi, às 18h30, no mesmo dia e pegar seu ingresso para a festa. Fique ligado que isso é só uma parte da festa, para descobrir todo o resto, só indo lá!

A banda Dead Lover’s Twisted Heart, que está lançando seu segundo CD, tocará os embalos dos anos 50,  já a PROA ficará responsável por toda a psicodelia dos 60, a banda Fusile fica com os clássicos da década de 70,  The Hell’s Kitchen Project promete o climão dos 80 e a  Monno, por fim, com toda distorção dos anos 90.

Depois é a vez das atrações especiais, o power trio Macaco Bong de Cuiabá e a Black Drawing Chalks, de Goiânia, que contará com a participação mais que especial de Chuck Hipólitho, ex-Forgotten Boys e atual Vespas Mandarinas. A decoração do evento fica por conta do trio gráfico Bicicleta Sem Freio, que preparou um pano de fundo gigante, trabalhado em lona e totalmente inspirado em cada uma das décadas do rock. Para mais detalhes sobre o evento, acesse o site oficial do Flashrock 2010.

Conversation Team