Nesse mês Bob Dylan faz nada menos que seis apresentações no Brasil. Dos mais controversos e geniais artistas da história, o mestre ultrapassou a fronteira de estilos, produzindo música de todos os gêneros e influenciando bandas e músicas do rock, punk, folk, country e até reggae. E desde que o mundo é mundo vemos aí versões das músicas de Dylan, como as antológicas “All Along the Watchtower” nas mãos de Jimi Hendrix e “Like a Rolling Stone” pelos Rolling Stones. Também já vimos serem lançados alguns tributos, como a trilha do filme I’m Not There ou em homenagem aos 50 anos da Anistia Internacional, onde até Miley Cyrus teve a pachorra de fazer uma versão. Nossa mixtape é um passeio no mundo mágico de Bob Dylan, o nosso próprio tributo ao gênio.
É que o Dia Mundial do Rock tem a data simbólica do 13 de julho porque nesse dia em 1985 que aconteceu o Live Aid. Organizado por Bob Geldof como evento beneficente para o fim da fome na Etiópia, os concertos foram simultâneos em Londres e Filadélfia, com centenas de artistas, do quilate de Led, Black Sabbath, Bob Dylan, Queen, Sting, só os grandões.
O mais curioso é que não existe uma trilha sonora oficial do evento, somente um DVD lançado em 2004. E como a gente é um pai pra vocês, hoje o Remix My Converse é com o áudio de alguns desses shows, um bom aperitivo pra quem for atrás das gravações em vídeos.
Na real, isso tá mais pra um banquete! Bom apetite
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Era uma vez, há muito tempo atrás, uma época em que as pessoas pregavam a paz no mundo e eram adeptos ao amor livre. Nesta mesma época, a quantidade de grandes bandas de rock era farta, e foi produzido aquele que é considerado o maior festival de música da história: Woodstock!
Corta pra 2010, o Woodstock acontece em território brasileiro em outubro! A notícia, que pode parecer nonsense, dá conta de que Eduardo Fischer, empresário do Grupo Totalcom, negociou com membros originais do staff do antológico festival a vinda dessa edição do evento para cá. Olha só o que o cara escreveu em seu Twitter semana passada:
“Moçada, tô indo pra NY p/ reunião com representantes do Woodstock. Para quem tá afim, acende uma vela!” – @Eduardo_Fischer
No site da All Acess Media podemos ver que a cidade escolhida foi Itu (São Paulo) e suas possíveis datas de shows são 9, 10 e 11 de outubro. Nomes como Foo Fighters, Smashing Pumpkins, Rage Against The Machine, Pearl Jam, Limp Bizkit e Bob Dylan estão sendo recrutados para o Woodstock Brasil. Linkin Park e Green Day já são cotados como “atrações confirmadas”.
Vamos esperar até o dia 7 de maio, data oficial para confirmarem tudo sobre o festival, que também já teve outras edições comemorativas nos aniversários de 25 e 30 anos da edição original, em 94 e 99, respectivamente.
Paz | Amor | Música | Liberdade | Festa
Claro que não poderíamos fechar este post sem alguns momentos das edições anteriores do lendário festival. Então, fiquem com os Chilli Peppers na edição de 94 homenageando Jimi Hendrix, o Rage Against The Machine botando tudo abaixo em 99, e claro, 2 registros gloriosos de 1969, primeiro com o The Who finalizando sua explosiva apresentação enquanto o sol se prepara para nascer, e fechando com a clássica apresentação de Joe Cocker mandando a sua versão definitiva para “With a Little Help From My Friends”, dos Beatles.
Ele já apareceu aqui no Conversation no post comemorativo de finados como parte da lista das celebridades que mais faturam depois de mortas. Certa vez algum interlocutor que não o reconheceu perguntou o que Einstein fazia, e ele respondeu: “sou modelo fotográfico”. Com o prêmio Nobel da física conquistado no ano de 1921, mais de 300 artigos científicos e mais de 150 não-científicos publicados durante seus 76 anos de vida, e sendo que em um mesmo ano (1905) havia apresentado ao mundo quatro das teorias mais importantes da física do século XX, o gênio Albert (que diziam ter sido um aluno displiscente) é lembrado como um dos maiores ícones pop de sua época. E o motivo deste post? Hoje seria seu aniversário de 130 anos!
A importância dele para a ciência é inegável. Assim como é a de Aristóteles, Galileu, Isaac Newton, Charles Darwin e muitos outros caras responsáveis por teorias igualmente revolucionárias. Com tantos gênios para cultuar, por quê nós escolhemos o semblante pálido de Einstein como sinônimo da genialidade? Alguém aí já viu camisetas e relógios com o rosto de Newton? E quem cultua a Teoria da Evolução das Espécies usando o “barbudão” Darwin ao invés da popular ilustração do homo-sapiens evoluindo do macaco? Alguns podem alegar que Einstein tenha atingido o estrelato por ter ao seu lado a força da imprensa que fervilhava no início do século passado. Isto também é verdade, pois pela primeira vez, com o avanço da tecnologia de transmissão de informação, as idéias de um físico podiam ser noticiadas aos quatro cantos do mundo, com imagem e som, que antes não eram possíveis. Mas será que isto bastaria para fazer as pessoas se interessarem pela imagem dele até hoje?
Einstein se tornou famoso na mesma época que as celebridades de Hollywood (como Chaplin, que por sua vez é um ícone do cinema), e a imprensa passou a revirar outros aspectos de sua vida, chegando a noticiar (em 1927) que ele havia perdido sua bagagem em uma viagem de trem de Paris à Berlim. A celebridade do físico alemão transcendeu sua vida acadêmica, e muitas pessoas que o cultuam talvez nem se lembrem quais foram as teorias que ele criou, mas sabem que ele era um cientista bacana que mostrava a língua e andava de bicicleta sorrindo.
Einstein foi um transgressor, rompendo não apenas com paradigmas da ciência, mas também derrubando a imagem do cientista tradicional (e também da celebridade tradicional) e ainda tirando onda com tudo isto. Um sujeito “cool”, e que fotografava bem.
Bob Dylan pintou um Albert Einstein celebridade em “Desolation Row” (em 1965, 10 anos depois da morte do físico) mostrando-o disfarçado de Robin Hood, e culminando nos versos: “agora você nem pensaria em olhar para ele, mas ele era famoso há muito tempo atrás, por tocar violino elétrico em Desolation Row“. Esta idéia foi levada “a sério” pelo comediante australiano Yahoo Serious que no final dos anos 80 interpretou o Jovem Einstein em um clássico nonsense da Sessão da Tarde, descobrindo como separar átomos de cerveja e transformando um violino em uma guitarra elétrica:
E se depois da linha MUSIC a Converse resolvesse lançar a linha “SCIENCE”, alguém consegue imaginar como seriam os modelos Albert Einstein?