Brand New Music: Milk Music

O rock nos últimos 10 anos ficou mais comportadinho, as bandas com uma estética mais terno e gravata do que camisa rasgada e cabelo seboso. E com isso começa uma interminável espera pelo “novo grunge”, até já mencionada por aqui com o ótimo Cage the Elephant. E agora chegou uma nova aposta, o Milk Music, apontados por muitos como o “novo rock” versão anos 2010 em diante.

A estética do it yourself é o que mais chama atenção. A banda não tem site, gravadora, videoclipe, apenas um EP gravado de forma muito caseira. A sonoridade é o basicão garageiro, power trio tocando alto e cheio de fuzz nas guitarras, mamando muito na veia de bandas indies dos anos 80, como Dinosaur Jr e Hüsker Du. Lembra muito também “Bleach” o álbum de estreia do Nirvana, e pra completar o toque grunge, o trio vem de Olympia, cidade quase colada à Seattle.

Abaixo seguem algumas amostras do som dos moleques. Caso a sua vibe seja rock de garagem e enlouquecido, Milk Music vai pegar você imediatamente.

Brand New Music: Lana Del Rey

Desde a morte de Amy Winehouse se esperava algum artista pra preencher o filão, e Lana Del Rey veio como um arrasa-quarteirão. Com essa inevitável comparação no colo, a música não é tão parecida, sendo algo bem mais melancólica, orquestral e superproduzida que o soul-pop de Amy.

A americana surgiu basicamente através de seus vídeos, todos concebidos por ela mesma de maneira meio tosca e caseira, um ar vintage apostando muito em sua imagem. E ela tem muito mesmo no que apostar, você vai perceber de cara que Lana Del Rey chama atenção com o estilo pin up de cabelão, corpo todo menininha e lábios mega-carnudos — mas, ei, não estamos falando de atriz pornô aqui!

O fenômeno de “Video Games” na Internet ficou entre os vídeos mais assistidos do Youtube em 2011. O lançado há menos de um mês, “Born to Die”, também já quase bate na marca dos dez milhões de views, onde aliás, ela aparece calçando um Converse Chuck Taylor logo no começo do vídeo, na cena de amor em cima no capô do carro. A música dá nome ao disco que será lançado no final de janeiro, o primeiro dela com essa alcunha de Lana Del Rey — antes ela adotava o nome de batismo, Beth Grant.

O caso é que em 2012 com certeza você ouvirá falar muito dela, seja pro bem ou pro mal. Veremos se vingará ou se será apenas um conto de fadas criado pelo mídia.

Brand New Music: Boss In Drama

Boss In Drama é o codinome de Péricles Martins, um produtor que manda muito bem, e um dos maiores nomes da nova música eletrônica brasileira! Seu som é repleto de influências do disco-funk dos anos 70, do pop dos anos 80, do R&B e do house dos anos 90, tudo isso, claro, trazido pros moldes da atualidade.

Não conhece ainda? Então se liga que nós batemos aquele papo esperto com ele, na melhor pegada redes sociais:

Status
Tomando café e fazendo música

Boss in Drama em 140 caracteres
funky-pop-glitter-festa-na-piscina-mãozinhas-pra-cima-acordei-com-vontade-de-dançar

Por que curtir?
Porque te deixa feliz!

O que o Péricles chamaria de MeuEspaço?
Meu estúdio.

Discos em que a compatibilidade é Altíssima, Muito alta e Alta:
Altíssima : Michael Jackson – Off The Wall
Muito alta : Fancy – You Never Know
Alta: Snoop Dogg – Paid Tha Cost to be da Bo$$

Um scrap final pro pessoal:
Nunca faça algo porque é só ‘moderno’, mas porque você ama e acredita. A moda é passageira, mas o estilo é eterno.

Brand New Music: Spector

Final do ano e já começam as apostas do que vale a pena ficar de olho pra 2012. Uma das bandas pra você gastar algumas fichas é a londrina Spector. Frutos da modernidade e da rapidez, os caras formaram o grupo esse ano, lançaram algumas músicas em single (apenas três, mais precisamente), e já tem um currículo bastante recheado. Turnê agendada pela Inglaterra como headliners, outra como banda de abertura de Florence & The Machine, e recente passagem no prestigioso programa do Jools Holland. Ah, disco? Só em 2012.

No som o Spector também é fruto da modernidade e do eclético. A banda, de rock no sentido mais abrangente, tem aquela pegada oitenta do Killers, mas lembra aquela elegância do Pulp revestido num visual meio cabaret, de ternos, cabelo pro lado e óculos fundo de garrafa. O nome da banda na real podemos chamar de sobrenome, um dos mais marcantes na história da música (Phil Spector, ouviu falar?). Então se no google você digitar “Spector” + “música”, vai demorar algum tempo pra achar algo sobre os carinhas. Mas se a nossa aposta der algum lucro, rapidinho eles vão parar na primeira página da busca. E você, quer dividir algumas fichas com a gente? Ouve aí então.