diversão. O título assim todo em minúsculas e com um pontinho no final, esse é o nome da banda que tomou conta dos Estados Unidos no últimos meses.
Já com o segundo disco nas costas, lançado em fevereiro, o trio americano fun. atingiu com o hit “We are Young” o n˚1 da parada Billboard, feito que nenhuma outra banda de rock conseguiu nos últimos cinco anos – a última tinha sido o Coldplay.
A música, que tem participação de Janelle Monáe, há pouco também bateu o recorde de downloads, com pelo menos 300 mil em seis semanas como #1. E
com o sucesso, só dá a música e a banda em todo lugar, em trilha de seriado, commercial no intervalo do Superbowl, e até num video promocial da Apple, em
pleno Grand Central Terminal de New York.
Rock’n'Beats invadindo o blog da Converse para falar do que a gente sabe que você curte: música boa e conhecer bandas novas.
Em episódios infelizmente incomuns no decorrer dos anos, surgem algumas bandas que parecem sintetizar todo o espírito de uma cena musical, ignorando barreiras geográficas ou idiomáticas, em um só pacote. Foi em um desses episódios que surgiu, no coração do centro-oeste brasileiro – conhecido pela exportação de duplas sertanejas de sucesso, mas também por grandes nomes como Black Drawing Chalks, Banda Uó e o Hellbenders – uma pequena grande banda que poderia ser facilmente o resumo de algumas horas de “shuffle” na sua biblioteca musical se você é um fã do tal do “indie” nos anos ’00.
A Cambriana recebe seu nome de uma era biológica marcada pela diversidade, e parece incorporar bastante esse título: na sua mistura, se encontram os DNAs musicais de grupos folk como Fleet Foxes, Grizzly Bear e My Morning Jacket e artistas que sabem utilizar o “synth-pop” com classe e equilíbrio, como Phoenix, The Whitest Boy Alive e Jamie Woon. O álbum de estreia do grupo, House of Tolerance, pode até ser marcado por um som sutil e quase melancólico, mas não se engane pelo tom relaxante e nada gritado: a Cambriana já fez muito barulho nas redes sociais, chegando até mesmo a receber elogios de sites norte-americanos.
Quem são: Luis Calil, Wanderson Meireles, Wassily Brasil, Pedro Falcão, Rafael Morihisa, Israel Santiago e Heloísa Cassimiro.
Por que curtir?: Reúne tudo aquilo que tem povoado os seus fones de ouvido em uma só banda que age localmente, mas pensa globalmente.
Para fãs de: Destroyer, The Postal Service, Foals (fase Total Life Forever)
Quer saber mais? Confira esse bate bola rápido que fizemos com eles:
Como a banda começou a caminhada?
Começou com um punhado de covers de indie rock que eu (Luis), o Rafael e o Israel decidimos fazer por diversão. Descobrimos que ficar tocando Radiohead, The National e Grizzly Bear só é divertido até certo ponto, então acabamos parando tudo e decidindo só recomeçar quando tivéssemos nosso próprio material. (Agora eu sinto falta de tocar covers. Coisas da vida.)
A Cambriana segue as pegadas de quais bandas?
Acho que a graça do nosso disco é que nós seguimos várias pegadas ao mesmo tempo, de forma que seria complicado tentar encontrar uma influência predominante. Mas esse elemento de diversidade estilística em si foi inspirado no “In Rainbows” do Radiohead. A forma como eles construíram esse disco, reunindo faixas de vários estilos e climas (pulando de “15 Step” pra “Bodysnatchers” pra “Nude”, por exemplo) foi meio que um modelo pra banda no “House of Tolerance”.
O que faz vocês colocarem seus “dancing shoes”?
Rafael: “Polish Girl”, Neon Indian + álcool.
Luis: “Alu Jon Jonki Jon”, Fela Kuti + álcool.
Wassily: “Come As You Are”, Nirvana + álcool.
Israel: Não dança. Mas bebe.
Quais serão os próximos passos da Cambriana?
Vamos tentar tocar no país inteiro. Já temos algumas datas planejadas pra Minas, Brasília e São Paulo. E lá pelo meio do ano queremos lançar mais músicas, que estão atualmente sendo compostas e gravadas (e jogadas fora, e ressuscitadas, e mutiladas, e regravadas). E queremos ouvir menos indie rock. Acho que já deu, né?
Talvez o nome não seja dos melhores: o San Cisco não tem nadinha a ver com a cidade de San Francisco, pelo contrário, a banda é da longe Austrália. E diferente daquele movimento electro da terra dos cangurus e coalas de onde saíram Cut Copy, Empire of the Sun e Miami Horror, o som dos caras é totalmente orgânico, o que os próprios definem como “garage pop”.
E faz muito sentido: as músicas do San Cisco, apesar de espontâneas como se tivessem numa garagem, apelam pro lado feliz da força, sempre com refrões pra cima e melodias pra lá de alegres. Naquela necessária comparação, seria uma versão do Foster the People vindo da Oceania.
Além das harmonias vocais que funcionam muito bem (como o citado FTP), o vocalista da banda ainda lembra um bocado o timbre de Ezra Koening, do Vampire Weekend. Embora o disco de estreia, Awkward, ainda não tenha distribuição nos EUA e Reino Unido, ele foi lançado pela principal gravadora da Austrália, “apenas” a mesma do AC/DC. Aos que curtem música de verão, mesmo que por estas bandas a estação já tenha acabado mês passado, ouvir San Cisco faz ele ficar um pouco mais prolongado na cabeça.
Hoje apresentamos pra vocês uma banda brasileira que tá com seu setlist bombando… em Milão! O primeiro disco da Selton, Banana à Milanesa, recebeu 4 estrelas na Rolling Stone e foi indicado aos cinco melhores do ano pela Internacionale. Já o segundo álbum, de 2010, foi produzido pelo Tommaso Coliva, o mesmo cara que produziu o Muse e Franz Ferdinand. Incrível ou incrível?
Chamamos os garotos pra bater aquele papo inspirado nas redes sociais que vocês já conhecem, olha só como ficou:
A banda em 140 caracteres: Beatles made in Brasil, busking in Barcelona & tropical rock in Milan.
Por que curtir? Porque é como pegar sol sem precisar de protetor solar.
O que a Selton chamaria de MeuEspaço?
A nossa van.
Discos em que a compatibilidade é Altíssima, Muito alta e Alta:
Altissima: The Beatles – Rubber Soul
Muito alta: Tune Yards – Who Kill
Alta: Vampire Weekend – Contra