De Buenos Aires para o mundo, o artista argentino Max Dalton vem conquistando dia após dia novos admiradores. Com um traço bem original e talento de sobra, ele mistura o que nós mais gostamos: música e arte.
Prova disso é a aula musical ilustrada abaixo com os maiores guitarristas de todos os tempos. Tente identificá-los!
Max desenha desde os dois anos de idade, mas somente aos treze começou a levar o desenho a sério. Nos últimos vinte anos ele vem se envolvendo em projetos como tirinhas de humor, ilustrações para revistas e livros, animações para a TV e, é claro, projetos pessoais. Um belo exemplo é este desenho que mostra a evolução do visual dos fab four:
Seguindo o mesmo estilo, o artista desenhou os personagens de John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e outros tantos em um belo pôster do filme épico de Quentin Tarantino, Pulp Fiction.
Além de grande ilustrador, Max Dalton ainda dedica boa parte do seu tempo à música, principalmente o jazz. Sempre com a sua guitarra, baixo ou até mesmo o bandolim.
Quer conhecer mais sobre este hermano talentoso? Então visite o site mega bacana aqui.
No final de março, a Pinacoteca de São Paulo receberá obras ícones da pop art na exposição Andy Warhol, Mr. America. Porém, já noticiamos que a exposição estava ocorrendo desde outubro do ano passado em Buenos Aires. E pensamos: “quer saber? Já esperamos demais, e a Argentina não é tão longe…”
Ontem, quando o Conversation foi ao MALBA era o último dia da exposição. Esperávamos uma fila imensa, e ainda teve as chuvas torrenciais, que puseram a capital argentina em alerta laranja. Mas isso não foi capaz de cancelar a visita às obras de Warhol. No final, ainda demos sorte: após uma fila de duas horas, entramos. E como só conseguimos entrar depois que o museu fechou (O.o), nós e a multidão atrás não precisamos pagar ingresso!
Caros leitores, ver os quadros de Marilyn Monroe, os painéis da morte de John F. Kennedy, as latas de sopa Campbell, as fotos Polaroid, a meio metro de distância, é uma experiência única. Infelizmente era proibido tirar fotos da exposição (e éramos educadamente solicitados – sem ironia – a guardar a câmera ao mero pensamento de tirá-la da mochila), então nossa câmera só trabalhou no lado de fora do MALBA. Mas uma visitante conseguiu algumas fotos. Então, curtam um pequeno preview de Andy Warhol, Mr. America:
Confiram mais fotos no álbum do Flickr da Cecilia. E amigos paulistas, não percam esta exposição por nada. Começa no final de março, na Pinacoteca.
A Converse percorreu o mundo atrás de jovens capazes de levar sua criatividade a um nível diferente do comum, transformando a centelha das idéias e inspiração em obras capazes de surpreender e emocionar as pessoas que as vê.
Apresentamos a vocês, direto de Buenos Aires, na Argentina, o coletivo artístico Conchetinas. São cinco garotas que, juntas, criam artes performáticas que combinam música, teatro, poesia e artes plásticas, dando origem a peças espontâneas de criatividade em livre forma, revezando papéis e técnicas em diferentes expressões artísticas combinadas. Assista ao vídeo e conheça um pouco do trabalho destas garotas:
Pouco ou nada falamos do show do AC/DC aqui no Conversation. Acontece que o show da banda que me influenciou durante toda minha adolescência precisava ser registrado in loco. Porém, todas as tentativas de conseguir ingresso para São Paulo não deram certo, e passei uma semana depressiva, sabendo que tinha perdido o maior show do ano…
Mas como tenho família e contatos em Buenos Aires, tentei ver o que conseguia pelas terras hermanas. Feito: um “convite” para o último dos três shows na capital argentina, feito pela companhia que cuida do transporte de equipamentos da banda. Isso era quarta-feira, na sexta já estava embarcando no ônibus rumo à Argentina.
Foram 18 horas de viagem pela estrada para o inferno, junto com um bando de malucos que encarou a mesma viagem pelo mesmo motivo: rock. Chegando em Buenos Aires, recebi o meu “ingresso”:
Isso mesmo, eu não só iria ver o show, como entraria pela porta dos fundos. E para começar, que tal acompanhar a passagem de som? Como entre o segundo e terceiro show teve a eleição do novo presidente do River Plate, clube cujo estádio rolaram os shows, tudo teve que ser desmontado e remontado em tempo recorde para as votações. Quando cheguei, estavam erguendo o Hell’s Bell enquanto os roadies passavam o som. A partir dali, não lavei mais meus olhos. Mas claro, tudo tem um preço, e uma credencial de backstage também. Por ser uma credencial de trabalho, eu estava oficialmente trabalhando no show.
Me entragaram uma “lanterna de testa” e uma escoba. Minha tarefa era simples: varrer os containers dos equipamentos. Não parece nada difícil, mas limpar 22 containers, um total de 660 m2 (quase 666 ) deixa qualquer um quebrado. Saí do estádio todo moído do serviço, mas ei, it’s a long way to the top if you wanna rock ‘n’ roll.
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O dia seguinte, o grande dia. 70 mil pessoas foram ao estádio do River para ver o maior show. Os decibéis do palco foram reduzidos por reclamações de vizinhos. Minha irmã disse: “ah, mas as músicas deles são todas iguais“. E eu: “E isso que é o mais legal: com músicas iguais eles estão na estrada há quase 40 anos, lotando shows“. Sério, AC/DC celebra basicamente a mulheres e ao rock ‘n’ roll. E precisa mais? Assim como os Ramones, o AC/DC mostra que antes de técnica, vem a diversão. E alimentando otrem do rock ‘n’ roll, Angus Young e Brian Johnson invadem o palco, e os fãs vão à loucura. Só consegui fôlego para tirar fotos depois de Thunderstruck, pois ninguém desacelerou no palco:
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Ao final do show, com fogos de artifícios e tiros de canhões saudando àqueles que vieram para celebrar o rock, as pessoas em volta eram pura alegria, ainda atônitas com a experiência do trem do rock ‘n’ roll. “Eu ainda não acredito no que vi”, “eu vi o melhor show do mundo, agora posso morrer ou ficar cego” era o que as pessoas falavam. Com toda a energia do hard rock, Brian Johnson, Angus Young, Malcom Young, Cliff Williams e Phil Rudd formam um grupo que está ficando raro hoje em dia: as bandas de estádio, capazes de levar exércitos de fãs para seus shows com um simples estalar de dedos.
Ao fim, foi extremamente cansativo, mas muito bom. Não pude conhecê-los pessoalmente, mas mais que assistir, pude contribuir para que AC/DC fizesse a noite de 70 mil pessoas mais felizes. E feliz por ver uma das minhas bandas favoritas, nem liguei para as 22 horas de volta pela estrada para o inferno.