Troca-troca no cinema

Mudar de corpo e vida com aquele galã milionário, ser o presidente por um dia, voltar a ser criança, virar adulto de um dia pra noite. O tipo de fantasia que todo mundo um dia já teve também já foi tema de uma centena de filmes. E por isso a gente resolveu te dar a barbada com um guia dos maiores troca-troca da história do cinema. No bom sentido, é claro.

Pra começar, nada menos que quatro filmes americanos com o mesmo tema foram lançados no intervalo de apenas seis meses entre 1987 e 1988. Os três mais famosos:

Tal Pai Tal Filho: o pai troca de corpo com o filho. O ator Dudley Moore era tão baixinho que realmente podia passar por um adolescente.

Vice-Versa: mesma coisa, um raio vem do espaço e o pai vira o filho e…vice-versa. Um dos primeiros papéis do menino que seria Kevin Arnold na série Anos Incríveis!

Quero Ser Grande: Clássico, quem não lembra do Tom Hanks tocando piano numa loja de brinquedos em NY? Na verdade ele era um garoto de 13 anos num corpo de adulto.

Um Homem de Família: Aqui Nicholas Cage interpreta um investidor de Wall Street, ricaço, jovem e solteiro. Após levar um tiro, ele acorda num quarto de subúrbio com a namorada com quem havia deixado de se casar e ainda com dois filhos.

Sexta-Feira muito Louca: mãe e filha trocam de corpo após comerem biscoitinhos chineses e proferirem umas palavras. Teve vários remakes, o mais recente com Lindsay Lohan.

Eu queria ter sua vida: o mais recente, se você correr ao cinema ainda pega em cartaz. Melhores amigos desde a infância trocam de corpo após uma noite de bebedeira.

E Se Eu Fosse Você: o filme deu tão certo no Brasil que já teve continuação, e uma terceira parte deve rolar em 2012. Tony Ramos, Glória Pires, aquela coisa toda.

Atores na música

Vários músicos já deram sua passadinha pelas telas, como mostramos aqui pra vocês. Pois agora é o contrário, listaremos aqueles caras que então resolvem sair da frente das câmeras para ficar a frente de um instrumento, ou em alguns casos, só do microfone. Muitos tentaram, parece que todo ator acha que é barbada montar uma banda, gravar um disco e sair por aí curtindo a vida de rock star. Alguns resultados são quase um desastre, então separamos essa lista num estilo The Good, The Bad, The Ugly. Vai ter coragem?

 THE GOOD

Jared Leto: a sua banda 30 Second to Mars não é lá uma unanimidade, mas essa imitação que ele fez do Kurt Cobain em sua garagem, ficou demais.

Joseph Gordon-Levitt: fosse tentando convencer a Summer a ficar com ele, ou fazendo uma Inception, o fato é que ele também mandou bem nesse Nirvana.

Juliette Lewis: largou a carreira do cinema pra virar rock star, e a gente agradece.

Johnny Depp: dizem que é amigaço do Keith Richards, já tocou guitarra num disco do Oasis e fez essa sobradinha com Eddie Vedder. Ta com a credibilidade nas ruas!

Jeff Bridges: o cara ganhou o Oscar interpretando um cantor de country bêbado e fracassado. Ele aproveitou e seguiu os passos – esperamos que sem o alcoolismo, ein.

 

THE BAD

Scarlett Johansson: ela é musa indie, gata e vaza as próprias fotos fazendo nu em frente ao espelho. Mas ao que tudo indica, cantar não é seu forte.

Joaquin Phoenix: acho que a gente te preferia de Johnny Cash, meu caro Joaquim.

Jamie Foxx: acho que a gente te preferia de Ray Charles, meu caro Jaiminho.

 

THE UGLY (nem precisa explicar)

Kevin Bacon!

Kevin Costner!!!

Steven Seagal!!!!!!

Soundtrack: Airheads

Na maioria das vezes a realidade é que vira filme, mas também tem filmes que viram realidade.

“Os Cabeças de Vento” é a história de três carinhas duma banda de rock que invadem uma rádio pra tocarem a sua música. E isso já aconteceu de verdade alguns anos atrás em Porto Alegre, quando um maluco invadiu um estúdio, colocou uma arma na cabeça do apresentador e o obrigou a tocar a música – que infelizmente era muito ruim.

No filme, a coisa tem um ar mais pastelão, até porque os “meliantes” usam armas de brinquedo e fazem uma atrapalhada atrás da outra. Destaque pro elenco super conhecido, com Brendan Fraser, Steve Buscemi e Adam Sandler, num de seus primeiros filmes. Vale também sacar como funcionava as mídias na época, a maneira de tocar a música na rádio era através de fitas k-7!

Massa também as aparições do White Zombie, o Lemmy fazendo um músico de rock que admite ter sido nerd no colégio e as vozes do desenho Beavis e Butt-Head numa ligação telefônica. Tanto na vida real como no filme os invasores acabam presos, então se você tem banda e pensou por um momento nessa infeliz ideia, lembre-se que cadeia não é ficção. Joga as músicas na internet que vale mais a pena.

Abaixo, aproveita a trilhazinha de qualidade, com Motorhead, Ramones, Candlebox, e os Lone Rangers, a banda fictícia que invade a rádio no filme.

Soundtrack: Uma Lição de Amor

Você sabia que Paul McCartney perdeu a mãe quando era criança e John Lennon também?

E que Paul McCartney escreveu só a primeira parte de “Michele” e deu a segunda parte pro Lennon, aquela que diz “I love you, I love you, I love you”, e não teria sido a mesma canção sem isso. Por isso que o mundo todo chorou quando os Beatles acabaram, em 10 de abril de 1970.

E o número 9? Número 9 é como 9 de Outubro, a data que John Lennon nasceu. E o filho dele, nasceu em 9 de Outubro também. John conheceu a Yoko num 9 de novembro. E a mãe dele morou no número 9 na rua Newcastle em Liverpool. Newscatle, 9 letras, Liverpool, 9 letras.

E que George Harrison pensava que talvez ele não pudesse escrever uma canção… mas então ele escreveu “Here Comes the Sun”, uma das melhores músicas do “Abbey Road”.

Bom, tudo isso dava pra saber se você tivesse visto I Am Sam (Uma Lição de Amor no título em português), filme que usa a temática dos Beatles de modo nada tradicional. A história central é sobre um homem com a idade mental de sete anos, solteiro, lutando na justiça pelo direito de criar a filha, mesmo com essa limitação. Tudo muito de cair uma lagriminha, aos mais sensíveis.

Mas o grande barato, além dessa dose dramática, é essa jogada com o quarteto de Liverpool, embutida na trama através do personagem principal, que é viciado em Beatles e sempre encontra uma solução baseado em suas letras, músicas e histórias (como as descritas ali acima). E tem muitas outras, como álbum “Help” (edição limitada) dado de presente pra garotinha e o nome da advogada, Rita Harrison – Rita como “Lovely Rita” e Harrison, como George.

Pra embalar tudo, uma trilha sonora de altíssima qualidade, um verdadeiro tributo aos Beatles, em versões de Eddie Vedder, Black Crowes, Wallflowers e muito mais – sempre lembrando que nenhuma música original dos Beatles era liberada para qualquer trilha sonora desde que o catálogo da Apple foi vendido ao Michael Jackson. A trilha está logo abaixo, como aperitivo. Depois bora correr na locadora pra alugar o filme!