Framboesa amarga

Essa semana rolou mais uma edição do Framboesa de Ouro, que desde 1980 “premia” os piores filmes e atores do ano nos EUA. E quando a gente acha que algo já está numa pior, ele consegue ficar pior ainda! O mais recente filme do Adam Sandler, Cada um Tem a Gêmea que Merece, bateu o recorde com 10 dos 11 prêmios em que estava indicado. Ele conseguiu a façanha de ser o pior ator e atriz AO MESMO TEMPO, já que no filme o ator também faz o papel da “mulher” que é sua “irmã gêmea”. Vai ser difícil quebrar a marca, mas ao longo dos anos outros filmes bem ruins já chegaram próximo. Confira um Top 5 da ruindade!

Destino Insólito: o diretor inglês Guy Ritchie tinha o ótimo Snatch no currículo, mas resolveu fazer essa bomba em que a sua esposa, nada menos que Madonna, passa o filme todo numa ilha deserta num esfrega-esfrega com um italiano. Horrível, no mínimo.

Instinto Selvagem 2:  o clássico filme dos anos 90 fez a alegria de muito moleque. Mas essa continuação quinze anos depois, com uma balzaca Sharon Stone, provocou somente duas horas de vergonha alheia pra todos que viram.

Wild Wild West: não dá pra saber o que foi pior nessa mistura de faroeste com ficção científica, se a trilha sonora, a atuação de Will Smith ou o figurino nonsene.

A Reconquista: o filme era tão ruim, mas tão ruim, que a gente nem lembra mais da história, só lembra da maquiagem de causar pesadelo do John Travolta. Ficou mais feio do que já é.

Mulher Gato: depois de Michelle Pfeifer ter marcado época como a Mulher-Gato em Batman: O Retorno no anos 90, alguém teve a ideia malandrinha de fazer um filme em que a “catwoman” fosse uma atriz negra, algo totalmente diferente dos quadrinhos. A bomba sobrou pra Halle Berry, que deve ter se arrependido assim que o filme foi lançado. Deprimente.

Bônus: Sylvester Stalone e Madonna são os campeões da “premiação” individualmente. Ele já venceu a disputa de pior ator 10 vezes, e ela nada menos que 8 a pior atriz.

Trilha sonora pro strip tease

Antes de mais nada, um momento Kim Bassinger.

A cena de “9 ½ semanas de amor” é uma das mais clássicas da história do cinema, e a música “You Can Leave Your Hat On”, do Joe Cocker, virou um hino de qualquer strip-tease que se preze. E daí vieram muitas outras cenas.

Quem não lembra da Demi Moore, ou da Salma Hayek em “Um Drink no Inferno”, antes de todo mundo virar vampiro, ou da Flávia Alessandra e sua pole-dance naquela novela (admita, você sabe do que estamos falando!). Pegamos tudo isso, demos uma melhorada na trilha sonora pra não ficar tão clichê, e fizemos a mixtape perfeita, o tiro de misericórdia na hora da conquista. Daquelas pra você tirar tudo, só ficar com o Converse. Partiu?

[Pra baixar o mp3 é só clicar aqui com o botão direito e dar um salvar como]

Trilha sonora pro strip tease by Converse on Mixcloud

TRACKLIST

Screamin’ Jay Hawkins – I Put Spell on You

Tito & Tarântula – After Dark

Faith no More – Edge of the World

Red Hot Chili Peppers – Funky Monks

Lenny Kravitz – I Belong to You

Bill Withers – Use Me

Massive Attack – Man Next Door

Muddy Waters – Tom Cat (David Holmes mix)

White Stripes – Ball and Biscuit

Final do mês rola mais um Oscar. E a premiação é legal porque serve pra dar aquela separada geral nos zilhões de filmes produzidos pelo cinema americano. O que também não quer dizer que os votantes da Academia (em geral, um bando de velhinhos) não deem uma zoada geral vez em quando.

Por isso bolamos abaixo um Top 5 das grandes injustiças do Oscar nas últimas décadas. Mande a sua!

5. Laranja Mecânica: parece piada de mau gusto, mas Stanley Kubrik nunca ganhou Oscar como diretor (e Kevin Costner sim!). A derrota mais lembrada é do clássico Laranja Mecânica para Operação França (alguém lembra desse?).

4. O Resgate do Soldado Ryan: tudo bem que já tivemos melhores filmes de guerra, como Platoon e Apocalypse Now, mas perder o Oscar praquela bomba Shakespeare Apaixonado também já é demais.

3. Brokebak Mountain: parece que ficaram com medinho de premiar um filme sobre cowboys gays (tanto que ele venceu nas categorias Direção e Roteiro). Nem os votantes sabem explicar porque no lugar premiaram o filme Crash.

2. Pulp Fiction – uma das grandes mudanças estéticas e que praticamente definiu o estilo de filmas na década de 90. Derrota pra Forrest Gump, que é legalzinho, mas né, aquele velho dramalhão clichê com choradeira no final.

1. Martin Scorsese (conjunto da obra): a Academia sempre fez uma pegadinha do malandro com o diretor. Preferiu premiar Rocky – O Lutador no lugar de Taxi Driver. Então, anos depois quando ele mesmo fez um verdadeiro clássico filme de boxe como Touro Indomável, aí ela preferiu o dramalhão Gente como a Gente. Mas não se deu por satisfeita. Esnobou o incrível Os Bons Companheiros pelo filme do Kevin Costner! Não sei como o velho Martin não cortou os pulsos.

Troca-troca no cinema

Mudar de corpo e vida com aquele galã milionário, ser o presidente por um dia, voltar a ser criança, virar adulto de um dia pra noite. O tipo de fantasia que todo mundo um dia já teve também já foi tema de uma centena de filmes. E por isso a gente resolveu te dar a barbada com um guia dos maiores troca-troca da história do cinema. No bom sentido, é claro.

Pra começar, nada menos que quatro filmes americanos com o mesmo tema foram lançados no intervalo de apenas seis meses entre 1987 e 1988. Os três mais famosos:

Tal Pai Tal Filho: o pai troca de corpo com o filho. O ator Dudley Moore era tão baixinho que realmente podia passar por um adolescente.

Vice-Versa: mesma coisa, um raio vem do espaço e o pai vira o filho e…vice-versa. Um dos primeiros papéis do menino que seria Kevin Arnold na série Anos Incríveis!

Quero Ser Grande: Clássico, quem não lembra do Tom Hanks tocando piano numa loja de brinquedos em NY? Na verdade ele era um garoto de 13 anos num corpo de adulto.

Um Homem de Família: Aqui Nicholas Cage interpreta um investidor de Wall Street, ricaço, jovem e solteiro. Após levar um tiro, ele acorda num quarto de subúrbio com a namorada com quem havia deixado de se casar e ainda com dois filhos.

Sexta-Feira muito Louca: mãe e filha trocam de corpo após comerem biscoitinhos chineses e proferirem umas palavras. Teve vários remakes, o mais recente com Lindsay Lohan.

Eu queria ter sua vida: o mais recente, se você correr ao cinema ainda pega em cartaz. Melhores amigos desde a infância trocam de corpo após uma noite de bebedeira.

E Se Eu Fosse Você: o filme deu tão certo no Brasil que já teve continuação, e uma terceira parte deve rolar em 2012. Tony Ramos, Glória Pires, aquela coisa toda.