Atores na música

Vários músicos já deram sua passadinha pelas telas, como mostramos aqui pra vocês. Pois agora é o contrário, listaremos aqueles caras que então resolvem sair da frente das câmeras para ficar a frente de um instrumento, ou em alguns casos, só do microfone. Muitos tentaram, parece que todo ator acha que é barbada montar uma banda, gravar um disco e sair por aí curtindo a vida de rock star. Alguns resultados são quase um desastre, então separamos essa lista num estilo The Good, The Bad, The Ugly. Vai ter coragem?

 THE GOOD

Jared Leto: a sua banda 30 Second to Mars não é lá uma unanimidade, mas essa imitação que ele fez do Kurt Cobain em sua garagem, ficou demais.

Joseph Gordon-Levitt: fosse tentando convencer a Summer a ficar com ele, ou fazendo uma Inception, o fato é que ele também mandou bem nesse Nirvana.

Juliette Lewis: largou a carreira do cinema pra virar rock star, e a gente agradece.

Johnny Depp: dizem que é amigaço do Keith Richards, já tocou guitarra num disco do Oasis e fez essa sobradinha com Eddie Vedder. Ta com a credibilidade nas ruas!

Jeff Bridges: o cara ganhou o Oscar interpretando um cantor de country bêbado e fracassado. Ele aproveitou e seguiu os passos – esperamos que sem o alcoolismo, ein.

 

THE BAD

Scarlett Johansson: ela é musa indie, gata e vaza as próprias fotos fazendo nu em frente ao espelho. Mas ao que tudo indica, cantar não é seu forte.

Joaquin Phoenix: acho que a gente te preferia de Johnny Cash, meu caro Joaquim.

Jamie Foxx: acho que a gente te preferia de Ray Charles, meu caro Jaiminho.

 

THE UGLY (nem precisa explicar)

Kevin Bacon!

Kevin Costner!!!

Steven Seagal!!!!!!

Soundtrack: Airheads

Na maioria das vezes a realidade é que vira filme, mas também tem filmes que viram realidade.

“Os Cabeças de Vento” é a história de três carinhas duma banda de rock que invadem uma rádio pra tocarem a sua música. E isso já aconteceu de verdade alguns anos atrás em Porto Alegre, quando um maluco invadiu um estúdio, colocou uma arma na cabeça do apresentador e o obrigou a tocar a música – que infelizmente era muito ruim.

No filme, a coisa tem um ar mais pastelão, até porque os “meliantes” usam armas de brinquedo e fazem uma atrapalhada atrás da outra. Destaque pro elenco super conhecido, com Brendan Fraser, Steve Buscemi e Adam Sandler, num de seus primeiros filmes. Vale também sacar como funcionava as mídias na época, a maneira de tocar a música na rádio era através de fitas k-7!

Massa também as aparições do White Zombie, o Lemmy fazendo um músico de rock que admite ter sido nerd no colégio e as vozes do desenho Beavis e Butt-Head numa ligação telefônica. Tanto na vida real como no filme os invasores acabam presos, então se você tem banda e pensou por um momento nessa infeliz ideia, lembre-se que cadeia não é ficção. Joga as músicas na internet que vale mais a pena.

Abaixo, aproveita a trilhazinha de qualidade, com Motorhead, Ramones, Candlebox, e os Lone Rangers, a banda fictícia que invade a rádio no filme.

Soundtrack: Uma Lição de Amor

Você sabia que Paul McCartney perdeu a mãe quando era criança e John Lennon também?

E que Paul McCartney escreveu só a primeira parte de “Michele” e deu a segunda parte pro Lennon, aquela que diz “I love you, I love you, I love you”, e não teria sido a mesma canção sem isso. Por isso que o mundo todo chorou quando os Beatles acabaram, em 10 de abril de 1970.

E o número 9? Número 9 é como 9 de Outubro, a data que John Lennon nasceu. E o filho dele, nasceu em 9 de Outubro também. John conheceu a Yoko num 9 de novembro. E a mãe dele morou no número 9 na rua Newcastle em Liverpool. Newscatle, 9 letras, Liverpool, 9 letras.

E que George Harrison pensava que talvez ele não pudesse escrever uma canção… mas então ele escreveu “Here Comes the Sun”, uma das melhores músicas do “Abbey Road”.

Bom, tudo isso dava pra saber se você tivesse visto I Am Sam (Uma Lição de Amor no título em português), filme que usa a temática dos Beatles de modo nada tradicional. A história central é sobre um homem com a idade mental de sete anos, solteiro, lutando na justiça pelo direito de criar a filha, mesmo com essa limitação. Tudo muito de cair uma lagriminha, aos mais sensíveis.

Mas o grande barato, além dessa dose dramática, é essa jogada com o quarteto de Liverpool, embutida na trama através do personagem principal, que é viciado em Beatles e sempre encontra uma solução baseado em suas letras, músicas e histórias (como as descritas ali acima). E tem muitas outras, como álbum “Help” (edição limitada) dado de presente pra garotinha e o nome da advogada, Rita Harrison – Rita como “Lovely Rita” e Harrison, como George.

Pra embalar tudo, uma trilha sonora de altíssima qualidade, um verdadeiro tributo aos Beatles, em versões de Eddie Vedder, Black Crowes, Wallflowers e muito mais – sempre lembrando que nenhuma música original dos Beatles era liberada para qualquer trilha sonora desde que o catálogo da Apple foi vendido ao Michael Jackson. A trilha está logo abaixo, como aperitivo. Depois bora correr na locadora pra alugar o filme!

05 filmes pra se jogar na estrada

Pra quem gosta de carro, ou de se jogar na estrada, ou de apenas curtir uma boa terra praticamente saindo pelo tubo da TV, preparamos uma listinha flamejante de cinco road movies clássicos, que você não deveria deixar de assistir. Pega no volante e cai pra dentro.

MAD MAX II – THE ROAD WARRIOR

Após ficar loucão no primeiro filme logo depois de uma gangue de motoqueiros matar sua mulher,  no segundo Mel Gibson é a pura doideira num mundo pós-apocalíptico combalido pela falta de combustível. Destaque para um dos vilões mais casca da história, o motoqueiro feioso aquele de moicano, que não morria nunca, lembra?

AMOR A QUEIMA ROUPA

Com roteiro assinado por Quentin Tarantinno, o casal Clarence e Alabama consegue uma sacola de drogas e cruzam os Estados Unidos de carro pra tentar vender o bagulho. Dos melhores elencos já reunidos, todo mundo que aparece nesse filme é conhecido. Secundário na história, Brad Pitt faz um doidão que passa o tempo todo chapado. Impagável.

CORAÇÃO SELVAGEM

Outra road trip de casal, Nicholas Cage e Laura Dern de Cadillac fugindo loucamente pra Califórnia pra se livrar da superproteção da mãe da garota (a bizarríssima atuação de Diane Ladd foi indicada ao Oscar). Ainda tem violência, diálogos sagazes, as tradicionais cenas surreais do diretor David Lynch e muita fixação por Elvis Presley.

PEQUENA MISS SUNSHINE

Esse é da safra dos fofinhos: uma família altamente estranha viajando pela América num KOMBI pra garotinha nerd-gordinha participar no concurso de Miss Infantil. Com orçamento barato e roteiro esperto, venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original. Merecido.

FÉRIAS FRUSTRADAS

Clássico absoluto dos anos 80 e da Sessão da Tarde. Como diria o comercial da TV, com a voz empostada do locutor “uma família bem maluca pega estrada para visitar um parque de diversões mas se metem em grandes confusões”. A cena final é épica. De chorar de rir.

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