Frederico Antunes é uma preciosidade do design. Nome conhecido e respeitado no circuito artístico do País, o designer é figura carimbada na revista Vista, Galeria Logo e MTV, isso sem falar nas suas tipografias que estão espalhadas mundo a fora.

Bora conhecer mais sobre ele?

Frederico na aula de artes

A começar pelo começo. Desde criança Frederico foi bastante atento a detalhes, o que levou ele a desenvolver um alfabeto imaginário muito rico. “Aos 5 anos, meus pais me inscreveram em uma escola de artes para crianças. Acho que esse foi um momento importante que refletiu bem características importantes do meu caráter e mostrou porque a escolha de um caminho nas artes tenha sido tão natural.”

Quando perguntamos qual era o trampo que ele mais curtia fazer, Frederico ressalta o quão é importante transitar entre todos os universos possíveis. “Pra mim esse é o caminho para o designer contemporâneo, a multi-disciplinariedade.

Re-renascença.”

Entre as criações recentes que ele mais se orguha de ter feito,  ele cita a ilustração para a GIRL Skateboards,  que rolou no ano passado. Admirador dos caras desde 1993, “ter podido trabalhar com eles é quase que o fechamento de um ciclo. Auto-aprovação & reconhecimento.”

De onde vem essa criatividade toda? A lista de influências é grande, e vai desde Bauhaus, Modernismo e Bob Marley,  a ArtDump e Jacques Costeau. E ele ainda vai longe!

Pra conhecer mais.

Hands On: Antonio Torriani

A criação é um denominador comum para Antonio Torriani, nosso convidado desse Hands On. E não é pra menos: o cara é um dos criadores da Vulgo, onde foi diretor criativo e já cursou um monte de coisas diferentes, desde arquitetura até design. O cara hoje trabalha na Zeppelin Filmes, com pesquisa e direção de arte.

Para a nossa seção, ele montou um projeto mega elaborado e super criativo. Chamado de “Toast Flavor”, foi feito com base em um Chuck Taylor. Acompanha os passos dessa obra:

A ideia era um intervenção total em um tênis branco. Foram comprados 4 tipos de tecidos. A sarja camuflada dá o tom principal, além de sarja marrom e courino caramelo, que foi usado no acabamento.


Com um esboço no papel, foram 10 dias de idas e vindas em um sapateiro para cortar os tecidos, montar e desmontar o tênis, com as novas cores, até que estivesse tudo no lugar.

Depois desse processo mais trabalhoso, chegou a hora de criar a parte interna. A ideia envolvia diversos desenhos na lingueta e palmilha.

O Antonio fez desenhos autorais, seguindo uma linha que ele curte bastante: as principais inspirações foram as sociedades secretas, o olho que tudo vê, além das artes sacras e bizantinas.

Todo o processo foi feito com lápis normal, sendo a finalização em Posca, tinta à base d’água.

Palavras do Antonio: “Queria pegar o tênis e dar um refresh. Qualquer um pode fazer, mas tem que ter paciência e muita disposição pra ir atrás de tudo”. E aí, vai encarar?

A vida como ela é

Se falarmos que no Canadá existe um homem que ao invés de escrever em seu diário/blog prefere fotografar a sua vida há 13 anos sem parar, seria surpreendente? Ficamos sem respostas. Entretanto, as 4748 fotos tiradas entre o primeiro dia do ano de 2009 até o último de 2011 nos mostram uma realidade totalmente diferente.

Entre altos e baixos, o canadense de Toronto Jeff Harris resolveu que em vez de fotografar uma vida mundana, as suas imagens iriam refletir situações e momentos interessantes. Foi aquela velha máxima mesmo: ele resolver sair e viver a vida. Do jeito que deu, é claro:

Mas, em 2008, Jeff Harris foi diagnosticado com câncer a partir de um pé fraturado após saltar de duas caixas de som (como se fosse um rock star mesmo). Sua perna esquerda sofreu paralisia permanente e o artista começou a sua luta, sempre retratando os altos e baixos da sua vida.

Durante o tratamento, o projeto artístico serviu como terapia. Quando estava perdendo o controle do corpo em função da doença, as imagens serviram para mostrar que ele ainda tinha forças e poderia controlar algo, nem que fosse a sua câmera.

E quando não podia fotografar, o primeiro que aparecesse (incluindo famosos) recebia um pedido impossível de ser negado: “por favor, você pode tirar uma foto minha?”. Quem consegue dizer não numa situação dessas?

A nossa dica é a seguinte: o site de Harris é atualizado uma vez por mês e, geralmente, na primeira semana as fotos dos 30 dias anteriores são postadas. Um detalhe: todas as imagens são registradas com máquinas analógicas. Já a dica do Harris é: “o registro fotográfico do dia-a-dia é um desafio de viver uma vida mais plena”.

Conchetinas – artes poéticas em estilo livre

A Converse percorreu o mundo atrás de jovens capazes de levar sua criatividade a um nível diferente do comum, transformando a centelha das idéias e inspiração em obras capazes de surpreender e emocionar as pessoas que as vê.

Apresentamos a vocês, direto de Buenos Aires, na Argentina, o coletivo artístico Conchetinas. São cinco garotas que, juntas, criam artes performáticas que combinam música, teatro, poesia e artes plásticas, dando origem a peças espontâneas de criatividade em livre forma, revezando papéis e técnicas em diferentes expressões artísticas combinadas. Assista ao vídeo e conheça um pouco do trabalho destas garotas:

Veja também as obras das Conchetinas no Flickr do grupo.

Conchetinas criam artes poéticas. E vocês, o que fazem?

Conversation Team


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