COBERTURA FLASHROCK EM BH
Postado em: 16.07.2010 | converseDepois de passar por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro nos anos anteriores, Belo Horizonte foi a capital escolhida para esta quarta edição do Flashrock, tradicional comemoração da Converse em homenagem ao Dia Mundial do Rock, que rolou na última terça feira, 13 de julho.
Assim como nas edições anteriores, toda a função aconteceu em clima de suspense, com o público sabendo apenas parte do que iria rolar. O encontro estava marcado às 18h30 na Praça da Savassi, um dos principais pontos da cidade. O que parecia um barracão de obras no meio da praça era, na verdade, o ponto de partida onde tudo ia acontecer.

A banda Macaco Bong iniciou os trabalhos tocando dentro de uma “caixa palco” ainda fechada. Quando os tapumes foram retirados, cerca de 1000 pessoas foram ao delírio! O ex-Forgotten Boys Chuck Hipólitho se juntou a banda de Cuiabá, que ao longo das músicas foi saindo de cena para dar lugar aos caras da Black Drawing Chalks, sem interrupção, tudo non stop. A etapa seguinte ocorreu no Lapa Multishow, tradicional casa de shows de BH, onde aconteceu a festa que deu seqüência ao Flashrock. Mais de 2000 pessoas compareceram para assistir aos shows.
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Fotos por: Artur de Léos
As bandas locais tocaram um repertório de músicas próprias e clássicos da história do rock, que foram escolhidos pelo próprio público na promoção do site do Flahsrock. A Dead Lover’s Twisted Heart representou os anos 50, a PROA caiu de cabeça nos anos 60, a Fusile tocou clássicos da década de 70, a The Hell’s Kitchen Project mergulhou nos 80’s e a Monno, por fim, esgaçou o rock dos anos 90.
Público compareceu em peso
“Cara, isso foi um marco pra BH, sempre se reclama que a galera daqui não se movimenta e as coisas rolam pouco pra esses lados, claro que quem ficou de fora vai reclamar, mas para quem conseguiu entrar foi histórico, uma prova de que BH tem público de qualidade e quantidade”
O comentário acima é de um dos bloggers locais que nos ajudaram a ativar o Flashrock na capital mineira, o que nos fez pensar que, apesar de não resolver o problema das pessoas que não chegaram em tempo de entrar no Lapa Multishow, pois o convite garantia o acesso apenas até a lotação da casa, conseguimos realizar um evento que entrou pra história da cidade, divulgado no boca-a-boca e que acabou resultando em uma multidão comparecendo ao local para celebrar o rock.
Com certeza, em uma próxima ocasião, se acertará com a produção para que se destaque informações do tipo “os convites serão entregues para garantir a entrada enquanto a casa comportar”. Concordamos que, se por um lado ele não dava a garantia de entrada, como muitos imaginaram, ele também não explicitava que quem não se apressasse poderia não entrar no local mesmo com o convite em mãos, o que acabou gerando esta insatisfação.
Em 1969, quando 500 mil ripongas chegaram ao Festival de Woodstock, enquanto a expectativa era de umas 60 mil, a solução foi colocar abaixo as cercas da fazenda e liberar geral. Como estamos em 2010, isso a gente já não pode mais fazer, mas plugar uma guitarra bem alta no amplificador para saciar jovens sedentos por rock, vocês não se preocupem que a gente continuará garantindo pelos próximos anos, e fiquem tranquilos, com convites mais detalhados.

Conversation Team


