Soundtrack: I’m Not There

No próximo dia 24 de maio nada menos que o gênio Bob Dylan completa 70 anos e nossa comemoração já começa desde agora. Ícone da música, literatura, contracultura, cultura pop, política, de tanta coisa foda que pra contar a história dele no cinema precisaria de mais de um ator.

E não é que alguém pensou nisso? Em I’m Not There, filme de 2008, o roteiro passeia por todas as personalidades do Dylan, quase que literalmente, usando pra isso seis atores diferentes, que interpretam a cada uma dessas fases distintas do cara. O início mais folk, a fase cult de roqueiro, um cowboy totalmente solitário e até o período cristão, todos na pele dos famosos Heath Ledger (dois meses antes da sua morte), Christian Bale, Richard Gere, Cate Blanchett, e os mais desconhecidos Marcus Carl Franklin e Ben Whishaw.

Além dessa narrativa bem incomum, o filme induz você a interpretar os diferentes momentos do cantor. Nenhum dos personagens tem efetivamente o nome Bob Dylan, mas são representações bastante óbvias de suas mil personalidades. O maior destaque fica, claro, com Cate Blanchett. Não bastasse ser inusitado uma mulher fazendo o papel, a atriz dá um show vivendo a fase mais clássica de Dylan, entre 65 e 66, onde ele usava jaqueta de couro, óculos wayfare, andava de moto e trocou o folk pelo rock. Ela concorreu ao Oscar pelo personagem e é nessa parte da história  que vemos aquele famoso episódio em que Bob Dylan teria mostrado cannabis a uma certa banda, os Beatles.

Dá pra acreditar que é a Cate?

Esse contexto da época também é sensacional, mostrando não apenas Dylan, mas ícones como Woodie Guthrie (seu grande mentor), Allen Ginsberg, Joan Baez e Andy Warhol, uma grande sacada do diretor Todd Haynes (que trabalha muito com música, é dele também o filme Velvet Goldmime, sobre a história do glam rock – fica a dica!). E na trilha sonora, a fina flor da discografia do Dylan, seja na versão original ou em versões bem interessantes de gente como Eddie Vedder, Sonic Youth, Mark Lanegan e muito mais.

Vale pelo filme, vale pela música, vale pela cultura pop. Vale por tudo, é Bob Dylan!

Conexão Converse S02E08 – Novas Bandas

Está no ar mais um episódio do Conexão Converse. Desta vez o assunto da edição é as novas bandas e a produção independente nacional, na ótica de Daniel Paiva (Orquestra VoadoraRJ), Piero Damiani (NumismataSP) e Alexandre Kupinski (Apanhador SóRS).

Assista ao episódio e conheça um pouco mais sobre estes três projetos de diferentes regiões do país, mesclando rock, samba, jazz, folk, além de saber um pouco sobre a situação do cenário independente e a influência das novas mídias.

Conversation Team

Dylan, Stones e Beatles na mesma noite?!

Guardadas todas as ressalvas, não podemos negar que foi muito providencial o trocadilho feito pelo guitarrista da banda Identidade ao fim do seu show, referindo-se as atrações da festa/show ocorrida ontem a noite em Porto Alegre com as apresentações de Mallu Magalhães e Cachorro Grande, além da própria Identidade.

Mallu abriu a noite com alguns problemas no som do violão e no fone de retorno, mas nada que comprometesse a apresentação que foi muito bem recebida pela gauchada. Em seguida entrou a Identidade, que contou com a participação do naipe de sopro do grupo Família Sarará deixando o seu som ainda mais stoneano. Para fechar, com muuuuito rock and roll, a Cachorro Grande subiu ao palco do Teatro do Bourbon Country para brindar os conterrâneos não apenas com seus conhecidos hits, mas também com músicas do próximo disco, que eles estão gravando em Porto Alegre, em primeiríssima mão! Inclusive uma delas, que a gente ainda não sabe o nome, você pode conferir logo abaixo:

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Este foi o primeiro evento promovido pela TAG OPUS, espécie de braço da Opus Promoções, uma das maiores produtoras do RS, mais direcionado a públicos e estilos específicos, como o indie rock no caso da noite de ontem. Sim, sabemos que a Mallu anda pelo Faustão e que a Cachorro Grande não sai da MTV, mas também sabemos que o conceito de indie rock já não se configura mais pelo teor de obscuridade dos artistas, não é mesmo?

Conversation Team