Rabiscos: O hermano das artes

De Buenos Aires para o mundo, o artista argentino Max Dalton vem conquistando dia após dia novos admiradores. Com um traço bem original e talento de sobra, ele mistura o que nós mais gostamos: música e arte.

Prova disso é a aula musical ilustrada abaixo com os maiores guitarristas de todos os tempos. Tente identificá-los!

Max desenha desde os dois anos de idade, mas somente aos treze começou a levar o desenho a sério. Nos últimos vinte anos ele vem se envolvendo em projetos como tirinhas de humor, ilustrações para revistas e livros, animações para a TV e, é claro, projetos pessoais. Um belo exemplo é este desenho que mostra a evolução do visual dos fab four:

Seguindo o mesmo estilo, o artista desenhou os personagens de John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e outros tantos em um belo pôster do filme épico de Quentin Tarantino, Pulp Fiction.

Além de grande ilustrador, Max Dalton ainda dedica boa parte do seu tempo à música, principalmente o jazz. Sempre com a sua guitarra, baixo ou até mesmo o bandolim.

Quer conhecer mais sobre este hermano talentoso? Então visite o site mega bacana aqui.

Até que a morte os separe

Música e ilustração sempre foi uma boa mistura, agora imagine uma pitada de sarcasmo e memória juntos, que tal? Esse é o clima criado pelo ilustrador Paulo Rocker, de Brasília, onde por meio de uma série macabra de desenhos ele une músicos e esqueletos num universo único.

Através de cinco casais famosos que marcaram a história da música, o designer gráfico e também músico nos mostra um pouco dessa grande vertente identificada nos seus trabalhos, o clima tattoo e rock com forte influência do Punk Rock, Country e Rockabilly. Seus traços são muito originais e ao primeiro contato nos despertam identificação, ainda mais para quem gosta de música.

Sinistro, não? Nós curtimos!

Com vocês, Melissa Westphal

Nada mais justo aqui na coluna Converse People do que darmos voz aos nossos seguidores do Twitter. Foi por esse meio que acabamos conhecendo o trabalho da jovem artista gaúcha Melissa Westphal.

Com apenas 20 anos e morando no interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente em São Lourenço do Sul, a guria anda produzindo muita coisa interessante. Sempre focada em ilustração, design e graffiti.

Melissa é estudante de Artes Visuais na Universidade Federal de Pelotas e ainda não se considera uma artista e/ou ilustradora. Mas com esse talento, deixamos a humildade dela de lado e aprovamos o seu potencial. Ou você tem dúvidas que os desenhos abaixo não são muito originais?

E como conhecemos a moça via Twitter, nada mais simples e justo do que batermos um papo com ela através de alguns tweets. Confira na íntegra essa nossa conversa abaixo:

Onde você busca inspiração?

Me inspira muito acompanhar outros artistas, tanto pela internet (Flickr, Twitter, etc) quanto pessoalmente.

Digo pessoalmente no sentido de conhecer artistas, ver ao vivo o trabalho deles e sair junto para desenhar etc.

O que a ilustração representa pra ti?

Atualmente eu vejo a ilustração como uma forma de expressão, onde não precisamos nos preocupar com a realidade do desenho.

Tem pessoas que associam ilustração com um “desenho para um cliente”. Não gosto de ver dessa forma, acho que ela é muito mais que isso!

Qual o principal objetivo das suas Interações (Intervenções) urbanas?

Principalmente mexer com o cotidiano das pessoas! Mudar, nem que seja por um segundo, a rotina delas.

E atingir as pessoas “normais” entende? Aquelas que tão indo pro trabalho/aula ou voltando para casa depois de um longo dia.

Vimos que você gosta de desenhar em Converse. Como, quando e onde surgiu essa idéia?

Ah, já faz uns 3 anos que surgiu isso! Eu tinha um converse branco e já pensava muito em dar uma cara diferente para ele!

Daí um dia eu encontrei na internet umas imagens de Converse pintado à mão. Criei coragem e fui lá pintar o meu!

Era um dia como hoje e resolvi ir lá pintar o tênis. No fim, o resultado deu super certo!

E o mais legal é que as pessoas começaram a ver o Converse e adoraram muito! Foi super aceito por todos. :D

Em 140 caracteres defina o seu trabalho.

Meu trabalho é algo sincero que faço com muito prazer. Tento ser otimista e esforçada para tudo se encaminhar e dar certo.

Como você se vê daqui a 5 anos? O que espera estar fazendo?

Olha, o que eu realmente espero daqui a 5 anos é conseguir me sustentar do meu trabalho, minha arte.

Não é uma questão de enriquecer com isso… mas conseguir continuar fazendo o que eu gosto!

Se você curtiu o trabalho da Melissa assim como nós, siga a jovem artista no Twitter e fique por dentro do que ela anda criando.

E se tiverem mais dicas de artistas bacanas, nos mandem via Twitter ou Facebook.

Rabiscos: vivendo no metrô

A vida subterrânea pode ser para muitos apenas uma alternativa como meio de transporte e só, nada mais. Mas, para o português António Jorge Gonçalves esse é um espaço rico em diversidades, sejam culturais ou até mesmo sociais, que servem de inspiração para o seu trabalho intitulado Subway Life.

Nele, o artista retrata os passageiros sentados nos vagões de metrô de 10 cidades (Lisboa, Atenas, Londres, Estocolmo, Berlim, Moscou, São Paulo, Nova Iorque, Tóquio e Cairo) ao redor do mundo. Ele fica em média três semanas em cada cidade fazendo cerca de 300 desenhos que procuram cobrir diferentes horas do dia e as diferentes linhas dos metrôs.

Londres

Nova Iorque

São Paulo

O artista luso busca ilustrar através dos seus desenhos os inúmeros personagens do cotidiano que de certa forma, acabam passando despercebidos por nós. A idéia deste trabalho é virar livro e uma exposição itinerante pelas cidades em que António Jorge Gonçalves pegou metrô com lápis e papel em mãos.

Berlim

Cairo

Estocolmo

Lisboa

Além de ilustrador, ele ainda é caricaturista, cenógrafo, designer gráfico e professor universitário em Lisboa. Ainda bem jovem, descobriu o seu talento para o desenho desenvolvendo um traço original em trabalhos realizados em fanzines e jornais portugueses.

Então, sempre fique de olho no passageiro ao lado, numa dessas você pode ser modelo de algum artista perdido nos metrôs da vida.