Guns n’ Roses n’ Confusões

Nesse ano o Guns N’ Roses completa 25 anos do lançamento do seu antológico primeiro álbum Apettite for Destruction. E justo por isso, semana passada os caras foram induzidos aos Hall Fame of Rock n’ Roll. Bom, ou não, já que Axl Rose ignorou o lance e não compareceu a cerimônia. Essa foi longe de ser a primeira confusão da banda, e por aqui fizemos um TOP 5 da maneira pela qual eles também sempre serão lembrados, que é armando barraco. Welcome to the jungle!

Axl x Kurt Cobain: no camarim da MTV em 1992, após Courtney Love supostamente perguntar se Axl gostaria de ser o padrinho da recém nascida filha do casal Cobain, ele teria dito ao líder do Nirvana a clássica frase“Faça essa maldita cadela calar a boca”.Os dois vocalistas nunca mais se falaram.

Barraco doméstico: Axl foi casado duas vezes e foi processado as duas. Com a segunda ex-mulher, a modelo Stephanie Seymour, dizem que durante uma discussão na cozinha, ele quebrou várias garrafas no chão e a fez andar descalça sobre os cacos ao enquanto socava e chutava o abdômen da moça. “Romântico”.

Casal 20: não era apenas o vocalista que aprontava das suas. Slash e Duff McKagan apareceram completamente bêbados pra receber um prêmio da MTV em 1989 e falaram uma pá de palavrões ao microfone. Nenhuma transmissão americana foi 100% ao vivo depois do episódio.

I S2 Brazil: na primeira vinda ao país, Axl tocou um telefone pela janela do hotel; na segunda, uma cadeira. No Rock N Rio 2001 os fãs da banda (que também adoram altas confusões) encheram a cabeça de Carlinhos Brown de garrafada, e na última vinda, Axl deu um bolo numa apresentação fechada em São Paulo na boate do humorista Marcos Mion e claro que tudo acabu em pancadaria.

Persona non grata: o incidente de St. Louis em 91 é de fato o mais pesado.Axl incitou um quebra-quebra depois de encerrar a apresentação ao ver alguém da plateia tirando fotos do show. Uma centena de motoqueiros, insatisfeitos com a interrupção, arrasaram a arena onde acontecia o evento e destruíram parte dos equipamentos da banda. Axl Rose foi condenado a 2 anos de liberdade condicional, 50 mil dólares de multa e nunca mais pisar em St. Louis.

A sua cara: clube dos 27

2011 está chegando ao fim, e uma coisa é certa: um fato que estará em todas as retrospectivas deste ano será a morte super precoce de Amy Winehouse, diva do soul-pop e dona de uma vida cheia de problemas, vícios e confusões.

Mas não foi só seu talento como cantora e como “bad girl” que vai deixar marca na história da música, mas também o fato de que Amy foi mais uma a entrar para o fatídico “clube dos 27” – grupo de artistas que morreram tragicamente aos 27 anos de idade.

Para homenageá-los – e deixar bem clara a falta que eles fazem – resolvemos escolher um Converse para cada um, um modelo que seria a cara deles caso estivessem vivos e ainda arrasando no rock e no pop.

JIMI HENDRIX (Seattle, 27/11/1942 – Londres, 18/09/1970)

Muitos o consideram o melhor guitarrista da história do rock, mas o que podemos dizer é que Jimi Hendrix foi, sim, um gênio da música e um dos mais importantes e influentes nomes de sua era. Suas influências vinham do blues, do jazz, do R&B e do soul, e tudo isso transparecia em sua forma inovadora de fazer rock. As causas de sua morte são até hoje duvidosas, e variam de asfixia causada por excesso de remédios e bebida, até assassinato. Tudo muito trágico. De qualquer forma, ficou seu legado de guitarrista genial, canhoto, extremamente ágil e inovador, sempre em busca de novos efeitos sonoros. Para ele, escolhemos este modelo tipo bota, em couro azul marinho, super estiloso e par perfeito para as calças boca de sino e todas as jaquetas, correntes, pulseiras e bandanas que Hendrix empilhava.

 

JANIS JOPLIN (Port Arthur, 19/01/1943 – Los Angeles, 4/10/1970)

Vejam que o segundo semestre de 1970 foi tenso. Cerca de 15 dias depois da morte de Hendrix, Janis Joplin faleceu, com a mesma idade. A cantora surgiu no início dos anos 1960, como vocalista da Big Brother and the Holding Company, e depois seguiu sua bem-sucedida carreira solo – que, infelizmente, teve apenas quatro álbuns, pois sua trajetória foi interrompida por uma overdose de heroína. Ela também transitou entre o blues, o soul e o rock ‘n roll, tudo numa estética super hippie setentista, e sua voz rouca é facilmente reconhecida (e admirada!) até hoje. Para Janis, a rainha do rock, daríamos este modelo slim, bem feminino, e decorado com flores, pra combinar com o clima paz-e-amor.

JIM MORRISON (Melbourne, 8/12/1943 – Paris, 3/07/1971)

Cantor, compositor, poeta, bonitão e frontman do The Doors – Jim Morrison tinha tudo, e talvez por isso fosse tão perturbado. Graduado em cinema pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), ele formou a banda junto com um ex-colega, Ray Manzarek (teclados), e mais dois amigos, Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). Entre 1965 e 1970, o Doors fez um sucesso absurdo no mundo todo – muito por conta da figura encantadora, enigmática e problemática de Morrison. Ele morreu um ano depois, em circunstâncias até hoje meio misteriosas – e desde então a devoção dos fãs e o status de “cult” da banda só aumentou. Por isso, escolhemos para Morrison este Jack Purcell com solado e biqueira duplos, num misto de bem comportado e diferentão – porque nada nele era óbvio. ;)

KURT COBAIN (Aberdeen, 20/02/1967 – Seattle, 5/04/1994)

Se você achou que os anos 1970 tinham acabado e deixado por lá as tragédias do rock, enganou-se: na década de 1990 perdemos mais um gênio da música, o expoente do grunge Kurt Cobain. Vocalista e guitarrista do Nirvana, ele era também compositor e considerado uma espécie de porta-voz de sua geração (a chamada Geração X), ainda que contra sua vontade. O desconforto com o excesso de atenção que recebia e a ideia de que público e crítica haviam mal-interpretado sua visão artística contribuíram para a ruína pessoal de Cobain: abuso de drogas e depressão, que culminaram em seu suicídio. A história é tão pesada que preferimos ficar com as obras incríveis que ele deixou com sua banda – além da filha linda que teve com Courtney Love, Frances Bean Cobain. Para homenagear essa figura essencial na história recente do rock, escolhemos esse Chuck Taylor preto desgastado, bem grunge.

 

AMY WINEHOUSE (Londres, 14/09/1983 – Londres, 23/07/2011)

E neste 2011, tivemos o azar de encarar a morte de mais um ídolo de uma geração: a cantora Amy Winehouse, responsável por revitalizar a música pop inglesa e o mix de soul, R&B e jazz. Ela lançou apenas dois álbuns – “Frank”, de 2003, e “Back to Black”, de 2006 -, mas eles já foram suficientes para gravar seu nome na história. Cheia de problemas com relacionamentos, drogas, paparazzi, fãs e até com a polícia, a morte de Amy já era, por mais absurdo e sinistro que pareça, de certa forma esperada. Mas isso não fez seu fim, causado pelo excesso de álcool, menos trágico ou triste. Ela deixou uma legião de fãs de sua música e de seu estilo pessoal – marcado por uma modernização do visual dos anos 1960, com os vestidinhos delicados, o cabelão armado e os olhos de gatinha exagerados. Por isso, escolhemos este Converse sapatilha, com recortes e laço, para combinar com o visual “lady-rock-’n-roll” de Amy.

 

Que tal?

Converse pelo Mundo: Glamb + Converse

A marca japonesa Glamb juntou-se à Converse para criar este lançamento incrível, que chega nas lojas lá do outro lado do mundo neste finalzinho de verão.

Inspirado pelo estilo do lendário roqueiro grunge de Seattle, Kurt Cobain, o tênis é baseado no Jack Purcell Mid, um modelo de Converse bem diferente e não tão fácil de ser visto por aí. Tudo a ver com um cara que também não era nada comum – e que, além disso, era fã da marca e aparecia o tempo todo usando seus Chuck Taylors e clássicos Jack Purcell.

A linha da Glamb tem dois modelos: um preto, em couro, com o interior revestido por uma estampa de mapas, e um com padrão de… leopardo.

Ficou surpreso? Está pensando o que isso tem a ver com Kurt Cobain? Que tal essa foto pra explicar?

Inspiração nada óbvia.

Um Converse pra cada Rockstar

Hoje a gente resolveu fazer algo diferente: dar uma VIAJADONA na imaginação. E se cada modelo da nova coleção da Converse fosse inspirado em um rock star? E se cada estrela fosse escolher seu Converse preferido? Pra nós, esse seria um mundo bem lindo – porque, convenhamos, tem modelos que são A CARA de alguns rockers por aí, né não?

Por exemplo, o sempre presente aqui no blog James Dean. Ele não era músico, não tocava nenhum instrumento, não era frontman de banda alguma mas, mesmo assim, entrou pra história como ícone do rock – muito por ter sido símbolo da explosão deste estilo musical nos anos 50, e da rebeldia associada a ele. Dean influenciou os Ramones e até um Remix My Converse por aqui. E, é claro, o Jack Purcell é o Converse que tem a sua cara.

E, falando nos Ramones, sua rebeldia punk dos anos 70 também marcou a história da música – e também o estilo da época, com o estranhão Joey Ramone e sua trupe abusando das jaquetas de couro, dos jeans detonados e dos tênis gastos (sem falar naqueles cabelos esquisitíssimos, né). Tudo isso combina muito com um dos modelos da nova coleção: um Chuck Taylor clássico, mas em couro preto.

Nos anos 90, Billie Joe e sua turma também fizeram história no punk – mas uma história diferente, transformando-o em algo escrachado, engraçado. Se hoje o Green Day ficou meio emo e anda até mais quietinho, a gente prefere lembrar do auge da banda ;) Não seria A CARA desse Chuck Taylor rabiscado?

Na mesma década, um carinha loiro e descabelado de Seattle formou a banda que mudou completamente o rock. Kurt Cobain, é claro. Rockstar do movimento grunge, ele morreu cedo mas deixou um grande legado musical – e de camisas de flanela xadrez. Vai dizer que ele não tem tudo a ver com esse modelo que já parece até vir meio desgastado?

E por falar no Kurt, lembramos da mulher dele, a igualmente (ou pior) encrenqueira Courtney Love. Sua banda, o Hole, fez muito sucesso, mas Courtney marcou principalmente por ter aberto as portas para uma série de mocinhas loiras e malucas na música (deu pra lembrar de várias?). A gente acha que ela ia amar esse modelo de zebrinha – é irreverente, é animal print, mas não é a que todo mundo usa. Bem como ela.

E já que estamos falando de mulheres no rock, como esquecer de Joan Jett? Ela foi fundadora, na segunda metade dos anos 70, do The Runaways – sim, a banda que ganhou um filme no final do ano passado, com Kirsten Stewart fazendo justamente o papel de Joan. Nos anos 80, formou o The Blackhearts e lançou o hit “I love rock ‘n roll”, que todo mundo conhece, né? Roqueira clássica, Joan é a cara desse modelo slip on preto com tachas.

Também nos 1980, o Sonic Youth trilhava um outro caminho: junto de bandas como o Pixies, liderava os primeiros passos do chamado “rock alternativo”. Seu estilo musical mistura um monte de referências, e por isso eles são conhecidos por sua criatividade e suas experimentações melódicas. Na visual, porém, são bem básicos, e costumam usar Converse no palco mesmo. Tudo a ver com este modelo cinza e preto, da mesma linha do que Thurston Moore usa na foto abaixo.

Os ingleses do Oasis também fizeram história no rock e no chamado britpop, com seu universo “brit” bem presente inclusive nos looks, mais sóbrios e clássicos. Dos anos 90 até o final dos anos 2000, eles foram, sem dúvida, uma das maiores bandas do mundo – apesar das constantes brigas entre os irmão Liam e Noel Gallagher. A gente só espera que eles não briguem também por esse Converse, que tem a cara deles. ;)

Se o Oasis era 100% britânico, Karen O, do Yeah Yeah Yeahs é pura multiculturalidade. Com mãe coreana e pai polonês, ela nasceu na Coreia e se mudou para os EUA ainda criança. Sua banda é um dos bons exemplos da safra indie dos anos 2000, mas Karen é pessoalmente conhecida por seu estilo fashionista. No palco, ela usa figurinos incríveis, e seu corte de cabelo virou marca registrada, copiado por muita gente. Por apostar muito no design, ela tem tudo a ver com essa botinha Converse, de desenho incrível e detalhes interessantes.

E você, acha que tem mais modelos com a cara dos rockstars? Conta pra gente!