Um Converse pra cada Rockstar

Hoje a gente resolveu fazer algo diferente: dar uma VIAJADONA na imaginação. E se cada modelo da nova coleção da Converse fosse inspirado em um rock star? E se cada estrela fosse escolher seu Converse preferido? Pra nós, esse seria um mundo bem lindo – porque, convenhamos, tem modelos que são A CARA de alguns rockers por aí, né não?

Por exemplo, o sempre presente aqui no blog James Dean. Ele não era músico, não tocava nenhum instrumento, não era frontman de banda alguma mas, mesmo assim, entrou pra história como ícone do rock – muito por ter sido símbolo da explosão deste estilo musical nos anos 50, e da rebeldia associada a ele. Dean influenciou os Ramones e até um Remix My Converse por aqui. E, é claro, o Jack Purcell é o Converse que tem a sua cara.

E, falando nos Ramones, sua rebeldia punk dos anos 70 também marcou a história da música – e também o estilo da época, com o estranhão Joey Ramone e sua trupe abusando das jaquetas de couro, dos jeans detonados e dos tênis gastos (sem falar naqueles cabelos esquisitíssimos, né). Tudo isso combina muito com um dos modelos da nova coleção: um Chuck Taylor clássico, mas em couro preto.

Nos anos 90, Billie Joe e sua turma também fizeram história no punk – mas uma história diferente, transformando-o em algo escrachado, engraçado. Se hoje o Green Day ficou meio emo e anda até mais quietinho, a gente prefere lembrar do auge da banda ;) Não seria A CARA desse Chuck Taylor rabiscado?

Na mesma década, um carinha loiro e descabelado de Seattle formou a banda que mudou completamente o rock. Kurt Cobain, é claro. Rockstar do movimento grunge, ele morreu cedo mas deixou um grande legado musical – e de camisas de flanela xadrez. Vai dizer que ele não tem tudo a ver com esse modelo que já parece até vir meio desgastado?

E por falar no Kurt, lembramos da mulher dele, a igualmente (ou pior) encrenqueira Courtney Love. Sua banda, o Hole, fez muito sucesso, mas Courtney marcou principalmente por ter aberto as portas para uma série de mocinhas loiras e malucas na música (deu pra lembrar de várias?). A gente acha que ela ia amar esse modelo de zebrinha – é irreverente, é animal print, mas não é a que todo mundo usa. Bem como ela.

E já que estamos falando de mulheres no rock, como esquecer de Joan Jett? Ela foi fundadora, na segunda metade dos anos 70, do The Runaways – sim, a banda que ganhou um filme no final do ano passado, com Kirsten Stewart fazendo justamente o papel de Joan. Nos anos 80, formou o The Blackhearts e lançou o hit “I love rock ‘n roll”, que todo mundo conhece, né? Roqueira clássica, Joan é a cara desse modelo slip on preto com tachas.

Também nos 1980, o Sonic Youth trilhava um outro caminho: junto de bandas como o Pixies, liderava os primeiros passos do chamado “rock alternativo”. Seu estilo musical mistura um monte de referências, e por isso eles são conhecidos por sua criatividade e suas experimentações melódicas. Na visual, porém, são bem básicos, e costumam usar Converse no palco mesmo. Tudo a ver com este modelo cinza e preto, da mesma linha do que Thurston Moore usa na foto abaixo.

Os ingleses do Oasis também fizeram história no rock e no chamado britpop, com seu universo “brit” bem presente inclusive nos looks, mais sóbrios e clássicos. Dos anos 90 até o final dos anos 2000, eles foram, sem dúvida, uma das maiores bandas do mundo – apesar das constantes brigas entre os irmão Liam e Noel Gallagher. A gente só espera que eles não briguem também por esse Converse, que tem a cara deles. ;)

Se o Oasis era 100% britânico, Karen O, do Yeah Yeah Yeahs é pura multiculturalidade. Com mãe coreana e pai polonês, ela nasceu na Coreia e se mudou para os EUA ainda criança. Sua banda é um dos bons exemplos da safra indie dos anos 2000, mas Karen é pessoalmente conhecida por seu estilo fashionista. No palco, ela usa figurinos incríveis, e seu corte de cabelo virou marca registrada, copiado por muita gente. Por apostar muito no design, ela tem tudo a ver com essa botinha Converse, de desenho incrível e detalhes interessantes.

E você, acha que tem mais modelos com a cara dos rockstars? Conta pra gente!

Oasis: eight days a week!

Quem aqui nunca sonhou em acompanhar uma banda de rock durante uma turnê? Bom, eu fiz essa loucura, graças à Converse. O Oasis esteve aqui para quatro shows, você sabe. E eu, lógico, fiz a proeza em acompanhar, para registrar tudo para o Oasis News e para o Conversation.

Minha saga começa antes mesmo de 7 de maio, data do primeiro show da banda, no Rio de Janeiro. Saca só minha situação. Eu moro numa cidade no interior de Minas, com nome peculiar: Formiga. Sair daqui pro Rio já significa “vem uma maratona por aí, se prepare”. Aqui não tem linha direta pro Rio. Nem vermelha, nem amarela, nem preto-e-branca. Pois bem. Era madrugada do dia 6 e eu estava pegando um ônibus, famoso busão como dizemos em Minas, para uma cidade próxima daqui e, daí sim, ir pro Rio. Chegando lá pela manhã de quarta-feira, frio. Isso. Frio em pleno Rio!!! Só acontece comigo esse tipo de coisa. Mas tudo bem. A quarta-feira foi um day-off e, aos poucos, o sol foi aparecendo. Houve uma festa esquenta em um pub em Ipanema, com duas bandas locais, que serviu para reunir muitos fãs do Oasis de lá e de outras cidades. Até alguns membros da produção do Oasis compareceram ao evento. Enquanto isso, alguns conhecidos meus ficaram de plantão no Copacabana Palace, à espera do Oasis. O máximo que conseguiram ver, a princípio, foram umas garotas esperando o Hugh Jackman (que também estava na cidade) e a Hebe!

Bom, depois dessa intro torta, melhor falar dos shows. A convite da Sony Music, gravadora do Oasis, assisti à passagem de som da banda. Pra quem não sabe, passagem de som do Oasis tem sido quase tão atrativa quanto o show, nos dias atuais. O Oasis, desde o início da turnê, em mais ou menos 90 shows, trocou o setlist umas três, quatro vezes. É a mesma estrutura de músicas sempre. E na mesma ordem! O bom da passagem de som é que, como o Liam nunca participa, a banda ensaia muitas canções que não fazem parte do show. Sabe-se lá pra que também, já que nunca mudam.
Mas tudo bem. Às 17h em ponto, estava eu lá, de camarote no Citibank Hall e ali começou a passagem de som da banda. “To Be Where There’s Life” e “Waiting for the Rapture”, as duas primeiras do setlist, são as únicas que eles repetem no show. Após isso, começou um verdadeiro desfile de clássicos, como “My Big Mouth”, “Live Forever”, “Roll With It” e “Gas Panic!”. Dessas aí, o Oasis tocou apenas “My Big Mouth” nesta turnê, em duas oportunidades. “Roll With It” e “Gas Panic!”, por exemplo, eles não tocam desde 2002. Eu já me dava por satisfeito por ter visto ao lado de outras 10 pessoas apenas essa sequência que milhares de fãs se matam pra ouvir nos shows. Daí eis que Noel Gallagher inventa de pegar seu violão, sozinho, e manda uma música inédita. Nem o nome dela se sabe, mas está aqui devidamente registrada:

Como ali eu já tinha assistido um show de 60 minutos, o que viesse durante a noite, do “show oficial” digamos, seria lucro. Veio a Cachorro Grande. Pra mim uma ótima escolha para abrir a tour do Oasis. Não decepcionaram. Pelo contrário. Prenderam a atenção da galera e fizeram um show honesto. E fazer um show de abertura honesto significa muita coisa. Para dar um up na apresentação, convidaram Samuel Rosa, do Skank, e emendaram duas dos Beatles: “I Saw Her Standing There” e “Helter Skelter”.

Em seguida veio o Oasis, aguardado por 8 mil pessoas. Ingressos esgotados. Pelo que eu tenho acompanhado, o show do Rio foi um dos melhores da banda nos últimos anos, tecnicamente falando. Liam Gallagher, veja só, interagiu bastante com a galera, bem humorado, fazendo sinais carinhosos para as meninas, pegando bandeiras, essa coisa toda. Noel, mais recluso, não conversou tanto. Fez suas piadinhas de sempre, quando apresenta o baterista (Chris Sharrock) e o tecladista (Jay Darlington). Sobre o batera, Noel disse “desde quando pisamos neste palco pela primeira vez (1998) este é o nosso quarto baterista”. Já sobre o tecladista, que tem um visual bem chamativo, o Gallagher emendou “se você for à Copabacana, verá que Jesus não está lá, ele está aqui!”.
O grande momento do show talvez tenha sido ao final, durante a apresentação de “I Am The Walrus”. Atiraram uma bandeira do Brasil no Liam. Quando se joga alguma coisa no palco do Oasis, são diversas as possibilidades, especialmente “eles vão sair do palco”. Mas Liam, o simpático, pegou a bandeira verde amarela, a tremulou e…

Bom. Ponte não-aérea para São Paulo. Cheguei à capital paulista na sexta à noite. E o clima: calor! Aquele tempo esquisito de São Paulo. Céu feio, parece que vai desabar a qualquer hora. Mas lá estava eu atraindo um clima meio diferente. O show do Oasis rolaria no sábado. Então, ainda na sexta, fui pra uma baladinha nova, a Neu. Boa até.

No sábado, calor insuportável. Remeteu logo ao show do Oasis em 2006, quando o sol apareceu o dia inteiro e, a noite, no momento em que a banda começou a tocar, caiu um toró. Achei que teríamos ali o mesmo filme. Pelo fato do show ter sido num sábado, muita, mas muita gente resolveu ir pra fila do Anhembi mais cedo. A movimentação foi tanta que a organização do evento resolveu abrir os portões cerca de uma hora antes do previsto, para evitar confusão. E, diga-se, foi tudo muito bem organizado. Apesar das filas gigantes, não houve confusão alguma e todo mundo se encaminhou para a arena de forma tranquila.

Mas, por volta das 20h, eis que aparece ela, a chuva. De novo! Mas desta vez não no show do Oasis. Quem subia ao palco era a Cachorro Grande, que teve seu show prejudicado por problemas técnicos no som. Primeiro com a guitarra de Marcelo Gross. Foi preciso recorrer a um amplificador do Noel Gallagher para que o guitarrista da Cachorro pudesse mostrar seu som. Pouco tempo depois, houve uma pane parcial no sistema de som do palco. Mas a Cachorro, na raça, levou a apresentação até o final. A banda aproveitou para tocar “Dance”, som que estará no novo álbum do grupo, marcado para ser lançado ano que vem.

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A essa altura do campeonato, todos já imaginavam “Oasis com chuva outra vez, beleza”. Ambulantes lucravam com a venda de capas de chuva. Se durante a tarde elas custavam R$5,00 em média, pouco antes do show tinha gente investindo até R$15,00, R$20,00. Ótima oportunidade de negócio para o próximo show do Oasis em São Paulo, está avisado. Só que, contrariando 2006, foi só o Oasis pisar no palco que… a chuva parou! O show foi praticamente o mesmo do Rio, com exceção a um quase-incidente, quando um fã – em meio a outros 25 mil – jogou uma tampinha de garrafa de água mineral que acertou o Liam. O vocalista olhou, esboçou reação, mas jogou a tampinha pra cima. Noel não perdeu a piada e falou que, se continuassem a atirar coisas, sairiam do palco.

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Domingão, Dia das Mães, segui rumo à Campinas. Foi o pedaço mais corrido da turnê, pois o show seria menos de 24 horas depois do de São Paulo. Sem dizer que, em Curitiba, o local era um centro de convenções afastado do centro da cidade. Porém, Curitiba abraçou a causa e cerca de 15 mil pessoas compareceram à arena Expotrade para assistir ao Oasis. Na minha opinião, foi o melhor som da tour, fácil. Bem equalizado, todo mundo – seja na área VIP ou na pista comum – conseguiu ouvir a banda direitinho. Isso é sempre difícil. Shows outdoor sempre geram reclamações por parte de todos. O Noel Gallagher foi um que andou reclamando, dizendo que prefere tocar em estádios, porque tudo sai mais redondinho.

O interessante do show foi que, após a apresentação, fui convidado ao backstage da banda. Lá, bati um bom papo com o guitarrista Gem Archer e o baterista Chris Sharrock. Para quem não sabe, Chris se juntou à banda nesta turnê, a menos de um ano. Ele começou na banda The La’s e foi por muito tempo o baterista do Robbie Williams, eterno desafeto dos irmãos Gallagher. Digo “foi” porque o próprio cara garantiu que não volta mais a tocar com o cantor britânico. “Fucking no way”, palavras dele. Aliás, Chris é uma figura. É um grande e irreverente baterista. Muitos fãs do Oasis se surpreenderam com a presença de palco do cara. Na Inglaterra, os meios de comunicação às vezes o comparam (estilo) com Keith Moon, o melhor da história. Ele alia boa técnica e irreverência nesse estilo:

Ainda em Curitiba, na segunda-feira (11) pela manhã, meu vôo pra Porto Alegre, última parada da tour, era por volta de meio-dia. Daí a surpresa: o Oasis estava na sala de embarque ao lado (fora o Noel, que tinha ido mais cedo pra POA). Com câmera na mão, aproveitei pra ir lá registrar. Não é que no meio do caminho, alguém me chama pelo nome. Olho pro lado e era o… Gem, o guitarrista, que na noite anterior havia me brindado com uma Guinness. Poucos metros dali, o figura Liam, com camisa da seleção brasileira e tudo, tomando uma cerveja. O cara, que tem fama de chato, foi super sociável. Papeamos um tempinho ali, ele dizendo que havia adorado os shows e que quer voltar ao Brasil para passar férias. Quando perguntei sobre o Noel, ele foi enfático: “Não estamos brigando, mas também não estamos nos falando”, com cara de desapontamento. A treta mais recente deles surgiu a partir de uma entrevista de Noel para a revista Q, na qual o guitarrista diz que quer dar um tempo com a banda (ele frisou isso na entrevista para a Mari, você deve ter visto) para gravar um álbum solo. Isso sempre tira o Liam do sério. Mas pelo jeito, Noel para um lado, restante da banda para o outro.

Chegando em Porto Alegre (se você quer saber como estava o tempo na cidade que sempre faz frio… tava mais quente que o Rio), Liam e o restante do grupo foram direto para o bar do hotel. Por lá permaneceram durante toda a tarde de segunda-feira, conversando com alguns fãs que estavam hospedados lá, tal. Altas histórias. Do lado de fora, dezenas de outros fãs esperando uma foto, autógrafo que fosse. O Liam, versão gentil, apareceu umas quatro, cinco vezes, fez foto com todo mundo. Era a bebida fazendo efeito, talvez. Esse tipo de comportamento reserva altos momentos, como esse:

Na terça-feira, o show foi caos total. Coincidência ou não, Porto Alegre foi o único show que não teve a sempre polêmica área VIP. O público gaúcho se misturou a demais fãs do Sul do país e de outras localidades como Uruguai e Argentina. Acabou sendo o show mais animado e barulhento. O Oasis fechou com chave de ouro a tour pelo Brasil e, sabe-se lá quando, voltará. Ainda após o show, encontrei outra vez com o Liam e foi ali que surgiu uma conversa sobre sapatos. Liam é Converse People!

Se eu tiver que resumir toda essa semana em poucas palavras, digo o seguinte: vá atrás de sua banda preferida. Viajar ouvindo e vendo boa música é o melhor tipo de trip que pode existir. Jesus sempre abençoa!

Alisson Guimarães e Conversation Team

Liam Gallagher é Converse People

Acompanhar uma banda de rock definitivamente não é a pior das idéias. Pelo contrário, você se sente fazendo parte da coisa, toda aquela movimentação, tal. Quando saí em viagem para o Rio, uma semana atrás, em parceria com a Converse, imaginei que seria algo mágico, mas não tão surreal. Grandes concertos em Rio, São Paulo, Curitiba. Mas a coisa pegou mesmo e foi fechada com “chave de ouro” pela gauchada. O show do Oasis no Gigantinho foi o mais “atmosférico”, digamos. Galera empolgada, a banda em sintonia. Vibe fora do comum. Uma celebração ao rock’n’roll, mesmo!

Mas quero reservar este relato para falar de… Converse. O Liam Gallagher, aquele, você conhece bem. Marrento, estrela, invocado. NOT! Liam, sabe-se lá porque, anda muito sociável. E bota sociável nisso. Esbarrei com o cara diversas vezes e ele, olha só, já me cumprimentava pelo nome.

Liam Gallagher e Allison Guimarães, nosso correspondente: a metade de cima...

Dada esta proximidade, resolvi então, num momento oportuno, botar lado a lado meu Converse surrado por quatro shows e o sapato piada dele, de oncinha. “It’s a proper rock!”, ele não cansava de dizer. Certa hora, quando conversava com ele informalmente, relatei que estava me divertindo e a trabalho nos quatro shows da banda graças à parceria do meu site – Oasis News – com a Converse. Ali ele já mandou um “Grande ideia. Bela marca, rock!”.

Foi então que fiz a tal foto que ilustra esse post. Liam, do nada, começou a falar sobre Converse. “Cara, quando eu era moleque, eu usava muito Converse. É um tênis que faz você destoar dos demais. Uma puta marca, que vai bem além do visual. É tipo o rock’n’roll, é uma coisa ligada a alma e só quem faz parte disso sabe explicar”, disse, batendo no peito.

... e a metade de baixo

Daí perguntei se ele ainda costumava usar Converse, e ele foi respondendo logo. “Não, brother. Hoje em dia eu meio que uso minhas próprias coisas, tipo isso aqui. Ando com ele 99% do tempo”, apontando pro sapato que ele não quis dizer a marca, mas informou apenas ser “como algo de 1964, da década do rock”.

Finalizando o papo, pedi pra ele deixar um recado pra quem faz da Converse um pedaço de si e ele mandou um “continuem nessa linha. A Converse é cool. Uma parada diferente feita para pessoas diferentes. E não abandonem o rock. O rock é feito por pessoas que se vestem bem, com tênis maravilhosos, tipo esse”.

Taí o recado do Liam, mais um rockstar fã de Converse!

Allison Guimarães e Conversation Team