A sua cara: clube dos 27
Postado em: 16.12.20112011 está chegando ao fim, e uma coisa é certa: um fato que estará em todas as retrospectivas deste ano será a morte super precoce de Amy Winehouse, diva do soul-pop e dona de uma vida cheia de problemas, vícios e confusões.
Mas não foi só seu talento como cantora e como “bad girl” que vai deixar marca na história da música, mas também o fato de que Amy foi mais uma a entrar para o fatídico “clube dos 27” – grupo de artistas que morreram tragicamente aos 27 anos de idade.
Para homenageá-los – e deixar bem clara a falta que eles fazem – resolvemos escolher um Converse para cada um, um modelo que seria a cara deles caso estivessem vivos e ainda arrasando no rock e no pop.
JIMI HENDRIX (Seattle, 27/11/1942 – Londres, 18/09/1970)
Muitos o consideram o melhor guitarrista da história do rock, mas o que podemos dizer é que Jimi Hendrix foi, sim, um gênio da música e um dos mais importantes e influentes nomes de sua era. Suas influências vinham do blues, do jazz, do R&B e do soul, e tudo isso transparecia em sua forma inovadora de fazer rock. As causas de sua morte são até hoje duvidosas, e variam de asfixia causada por excesso de remédios e bebida, até assassinato. Tudo muito trágico. De qualquer forma, ficou seu legado de guitarrista genial, canhoto, extremamente ágil e inovador, sempre em busca de novos efeitos sonoros. Para ele, escolhemos este modelo tipo bota, em couro azul marinho, super estiloso e par perfeito para as calças boca de sino e todas as jaquetas, correntes, pulseiras e bandanas que Hendrix empilhava.
JANIS JOPLIN (Port Arthur, 19/01/1943 – Los Angeles, 4/10/1970)
Vejam que o segundo semestre de 1970 foi tenso. Cerca de 15 dias depois da morte de Hendrix, Janis Joplin faleceu, com a mesma idade. A cantora surgiu no início dos anos 1960, como vocalista da Big Brother and the Holding Company, e depois seguiu sua bem-sucedida carreira solo – que, infelizmente, teve apenas quatro álbuns, pois sua trajetória foi interrompida por uma overdose de heroína. Ela também transitou entre o blues, o soul e o rock ‘n roll, tudo numa estética super hippie setentista, e sua voz rouca é facilmente reconhecida (e admirada!) até hoje. Para Janis, a rainha do rock, daríamos este modelo slim, bem feminino, e decorado com flores, pra combinar com o clima paz-e-amor.
JIM MORRISON (Melbourne, 8/12/1943 – Paris, 3/07/1971)
Cantor, compositor, poeta, bonitão e frontman do The Doors – Jim Morrison tinha tudo, e talvez por isso fosse tão perturbado. Graduado em cinema pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), ele formou a banda junto com um ex-colega, Ray Manzarek (teclados), e mais dois amigos, Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). Entre 1965 e 1970, o Doors fez um sucesso absurdo no mundo todo – muito por conta da figura encantadora, enigmática e problemática de Morrison. Ele morreu um ano depois, em circunstâncias até hoje meio misteriosas – e desde então a devoção dos fãs e o status de “cult” da banda só aumentou. Por isso, escolhemos para Morrison este Jack Purcell com solado e biqueira duplos, num misto de bem comportado e diferentão – porque nada nele era óbvio.
KURT COBAIN (Aberdeen, 20/02/1967 – Seattle, 5/04/1994)
Se você achou que os anos 1970 tinham acabado e deixado por lá as tragédias do rock, enganou-se: na década de 1990 perdemos mais um gênio da música, o expoente do grunge Kurt Cobain. Vocalista e guitarrista do Nirvana, ele era também compositor e considerado uma espécie de porta-voz de sua geração (a chamada Geração X), ainda que contra sua vontade. O desconforto com o excesso de atenção que recebia e a ideia de que público e crítica haviam mal-interpretado sua visão artística contribuíram para a ruína pessoal de Cobain: abuso de drogas e depressão, que culminaram em seu suicídio. A história é tão pesada que preferimos ficar com as obras incríveis que ele deixou com sua banda – além da filha linda que teve com Courtney Love, Frances Bean Cobain. Para homenagear essa figura essencial na história recente do rock, escolhemos esse Chuck Taylor preto desgastado, bem grunge.
AMY WINEHOUSE (Londres, 14/09/1983 – Londres, 23/07/2011)
E neste 2011, tivemos o azar de encarar a morte de mais um ídolo de uma geração: a cantora Amy Winehouse, responsável por revitalizar a música pop inglesa e o mix de soul, R&B e jazz. Ela lançou apenas dois álbuns – “Frank”, de 2003, e “Back to Black”, de 2006 -, mas eles já foram suficientes para gravar seu nome na história. Cheia de problemas com relacionamentos, drogas, paparazzi, fãs e até com a polícia, a morte de Amy já era, por mais absurdo e sinistro que pareça, de certa forma esperada. Mas isso não fez seu fim, causado pelo excesso de álcool, menos trágico ou triste. Ela deixou uma legião de fãs de sua música e de seu estilo pessoal – marcado por uma modernização do visual dos anos 1960, com os vestidinhos delicados, o cabelão armado e os olhos de gatinha exagerados. Por isso, escolhemos este Converse sapatilha, com recortes e laço, para combinar com o visual “lady-rock-’n-roll” de Amy.
Que tal?
















