Os melhores shows de 2010

Ninguém pode reclamar de 2010 quando se fala em shows (ainda mais internacionais). Teve de tudo quanto é tipo: veteranos ainda na ativa, bandas hypadas que vão ficar pra história e bandas que ninguém vai lembrar no ano que vem ou morrer de vergonha de um dia ter dado “like” no facebook.

Indo direto ao que interessa, pedimos ao Jojo, nosso colaborador e insider na maioria dos shows que rolaram por aqui, que fizesse sua lista dos melhores de 2010.

Miike Snow (Porto Alegre 23/09)
Por mais que eu possa usar quantos caracteres eu quiser, não vai adiantar. Quando tu está em um show pra poucas pessoas (não chegou a 500, será que chegou?) e tu sente que tem um clima absurdamente perfeito, não tem o que dizer. Quem tava no Beco (famosa casa de Porto Alegre) nessa data sabe do que eu estou falando. E quem não estava certamente deve ter algum amigo na capital gaúcha que foi nesse show. Pergunta pra ele, vai (pra ficar com UM POUQUINHO SÓ de inveja…)

Mika (São Paulo 20/11)
Talvez um dos frontmen mais carismáticos da sua geração, fez um show impecável em todos os sentidos. Uma produção perfeita, digna do perfeccionismo do cantor com as suas obras pop. Com certeza, esse show do Planeta Terra conquistou muita gente que trocava de estação quando rolava Mika no seu dial (e olha que até ver o show eu não gostava de Mika…)

Franz Ferdinand (Porto Alegre18/03)
Quem (como eu) leu reviews do show dos escoceses no Circo Voador (a long time ago) SEMPRE quis ver um show deles, e os gaúchos foram abençoados por assistirem o melhor show do quarteto na tour do Tonight! Apesar da pouca produção, o show foi impecável musicalmente falando. Kapranos e sua turma emplacaram hit atrás de hit, para a alegria da massa indie gaúcha.

Echo And The Bunnymen – (São Paulo 11/10)
Uma das 30 melhores bandas do mundo tocando um dos melhores álbuns da história da música na íntegra e acompanhados de uma orquestra, enfim, é muita coisa pra poucas linhas (o álbum em questão é o Ocean Rain. E enfim, melhores álbuns da história da música pode ser 5305153 álbuns, é bom explicar antes que né… )

Pavement (São Paulo 20/11)
Não importa se vai ou não vai ter revival dos anos 90 (eu acho que já começou, “de leve” mas já começou), o que importa é que o show do Pavement foi do jeito que tinha que ser, e demorou quase 20 anos pra eles tocarem no país e valeu a espera, só seria melhor se fosse em um lugar pequeno e com fãs menos chatos (me desculpem, mas essa coisa de renegar os hits é frescura, música boa é música boa e ponto)

Queens Of The Stone Age (Itu 11/11)
Nem é preciso comentar o fato de a data ser semi-cabalística, o importante é que depois do show no Rock In Rio e de a maior lembrança disso ser a polêmica de Nick Olivieri pelado, eles vieram e fizeram talvez um dos shows mais inesquecíveis desse ano, ou perfeito, eu diria (até porque quando se começa um show com “Feel Good Hit Of The Summer”… nem tem o que dizer.

Rage Against The Machine – (Itu 09/11)
A pergunta é “sera que esse show foi tão histórico quanto o(s) do Paul?”. A resposta é um tanto óbvia mas a pergunta é extremamente pertinente, porque o que foi esse show é algo que até agora não tem o que explicar. O fato de ter extrapolado a barreira de música e ter virado questão política só salienta a importância desse acontecimento único em forma de show.

The Mummies (São Paulo 18/11)
A maior banda de garagem dos anos 90 fazendo um show digno do melhor show do The Sonics (se se vestissem como múmias). Chuva na platéia de gelo mastigado pelo vocalista Trent Ruane e a saudosa (e só aparente) falta de pretensão, aquela coisa juvenil (mesmo não feita mais por pessoas tão “juvenis” assim). O coisa booa…

Paul McCartney (São Paulo, 22/11)
Não ter esse na lista seria a maior imbecilidade da face da terra. Ele usou o mesmo terno lilás que usou em Porto Alegre (acredito, a não ser que ele tenha uma coleção desses ternos) mas a diferença no repertório em começar com Magical Mystery Tour, ter incluído “Got To Get You Into My Life” e “Two Of Us” fizeram o show ser de “outro universo”.

Kleiton e Kledir (Porto Alegre 7/11)
Não, não teve show do Kleiton e Kledir abrindo pro Paul, mas vale a pena entrar aqui por toda confusão, movimentação, auê e o termo que quiserem usar. Primeiro, praticamente todo mundo reclamou que Kleiton e Kledir abriria o show do Maca, depois, assim que foi noticiado que não abririam mais, começou uma campanha de reclamações sobre o fato da dupla não abrir mais o show do ex-Beatle. Esse povo indeciso… (e quem não é um pouco também…)

E isso aí, e que venha 2011 com Vampire Weekend, Two Door Cinema, Amy Winehouse, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, U2, Muse, Motorhead, Metallica, Coldplay… e tudo mais que a gente tem direito.

Por dentro do Planeta Terra

Nosso insider João Augusto (aka jojo) esteve presente no Planeta Terra e conta um pouco de tudo que assistiu por lá.

Não estranhe se você voltar a encontrar esse nome aqui pelo blog. A partir de agora o Jojo também passa a assinar alguns posts no Conversation.

Welcome little rocker.
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Quem foi no Playcenter dia 20 não teve do que se arrepender. O Planeta Terra cumpriu a expectativa de sempre trazer boa parte das bandas preza da atualidade, e já que ainda não descobri como estar em dois lugares ao mesmo tempo, aí vai o melhor e o (quase nada) pior do Planeta Terra (na minha opinião de chato).

>> O MELHOR DO PLANETA TERRA

MIKA mostrando como ser um Frontman ULTRA carismático e um hitmaker em uma única pessoa

Foto: Heitor Camargo

Eu, que nunca ouvi um disco do Mika, nunca pensei em ouvir um disco do Mika e muito menos gostava quando tocava algum hit dele em alguma festa, saí do show do Libanês querendo comprar o DVD e me tornar o melhor amigo do cara. Repertório perfeito, cenário e intervenções (uma perna gigante inflável, desenhos ao redor do palco sincronizados com elementos das canções) fizeram esse ser um dos shows que a galere ficou mais “boquiaberta”

Passion Pit empolgando demais. E Micheal Angelakos cantando incrivelmente bem

Foto: Fernando Borges/Terra

Se o Michael Angelakos tava usando algum efeito similar a auto-tune eu não sei, só sei que ele estava cantando tanto quanto estava empolgado. Quem ficou até o fim (já já vou falar mal de quem organizou a grade de horários) falou que valeu muito a pena. OUSO DIZER que deve ter sido melhor que o Phoenix (pelo menos o pouco que fiquei, foi melhor)

Pavement fazendo o show que todo mundo que gosta sabia que ia ser

Foto: Stephanie M.

Assumo que o Pavement estar aqui é a prova de que esse post em especial não é imparcial, mas quem esperava por esse show sabe que ele merece estar aqui. Tocaram todos os hits (que em alguns momentos até parecia incomodar as pessoas que estavam na quarta fileira perto de mim), tocaram todos seus semi-hits e as músicas que deixaram de fora tiveram um bom motivo pra estar, que é o de não serem tão importantes quanto as que eles tocaram (pouco óbvio meu desfecho).

Phoenix imitando o Pavement (e fazendo o que todo mundo que gosta sabia o que iam fazer)

Foto: Stephanie M.

Apesar de não ter tido a participação do Duo Daft Punk (o que realmente foi uma pena), o show do Phoenix foi exatamente como deveria ser, tocaram um monte de canções do Wolfgang Amadeus Phoenix (álbum essencial, por sinal) e os singles dos álbuns anteriores. As luzes no palco foram tão importantes quanto um membro da banda, demonstrando o porquê merecem estar no “Creators Project”. E como um grande show deve ser, o vocalista Thomas Mars literalmente “nadou” no público, sendo protagonista de um dos momentos mais afudes do festival. (realmente foi um momento e tanto)

>> O PIOR DO PLANETA TERRA

E o prêmio “não tinha porque ser assim” vai pra organização do festival que colocou Passion Pit no mesmo horário do Phoenix, até agora nenhuma explicação/alegação que ouvi sobre esse motivo justifica por que as duas bandas tocaram praticamente no mesmo horário. Que o ano que vem a organização faça como fez no caso “Pavement x Hot Chip”, duas bandas completamente diferentes, com públicos diferentes tocando no mesmo horário. De resto a organização tá de parabéns, o festival foi muito bem organizado, som tava ótimo, tava tudo o bixo! E que venha o Planeta Terra 2011!

MATADOR AT 21

Semana passada comentamos aqui no blog sobre o concurso “Play Guitar With Pavement”, onde um fã seria escolhido através de vídeos enviados para se apresentar com a banda no programa Late Night With Jimmy Fallow. Pois nesta última quinta-feira, Steve Gos, vencedor do concurso, teve a oportunidade de se apresentar com o cultuado grupo norte-americano. O Pavement tocou duas músicas com o fã guitarrista, entra elas “Stereo”, um dos hits mais conhecidos da banda e que você pode conferir abaixo:

A banda também se apresentará no festival que a gravadora Matador Records organizou para comemorar seus 21 anos e que acontecerá em Las Vegas, no ínicio do mês de outubro, reunindo alguns dos nomes mais emblemáticos do seu famoso cast. Entre as principais atrações do festival estarão a volta do Pavement, os clássicos de duas gerações Sonic Youth e Belle & Sebastian e a reunião da extinta Guided By Voices, que tocará com sua formação principal.

Além do festival, a gravadora decidiu lançar um box com seis CDs, intitulado Matador at 21. Serão cinco CDs com faixas remasterizadas de artistas que fizeram ou ainda fazem parte da gravadora, e um com a gravação do aniversário de 10 anos do selo, gravado em Nova York no ano de 99.

Junto com o box também será lançado um livro de 85 páginas que documenta a história da gravadora e um conjunto de fichas de poker temáticas. No box estão músicas de bandas como Interpol, Pavement, Mogwai, Yo La Tengo, Teenage Fanclub, Cat Power, Belle & Sebastian, Guided By Voices, The Jon Spencer Blues Explosion e Spoon. A tracklist completa dos CDs você pode ver aqui.

Vale também lembrar que toda a renda obtida com as vendas do box não será torrada nos cassinos de Las Vegas durante o festival, mas sim revertida para instituições de caridade de Los Angeles. Um aniversário realmente MATADOR!

Conversation Team

PLAY WITH PAVEMENT

Na noite de ontem foi divulgado o vencedor do concurso “Play Guitar With Pavement”. Por mais incrivel que pareça, os indies graduados do Pavement decidiram adotar um fã guitarrista para a apresentação que farão nesta quinta-feira no programa Late Night With Jimmy Fallow.

O concurso foi lançado no ínicio do mês e os candidatos deveriam gravar um vídeo tocando qualquer música da banda. Depois dos membros do grupo selecionarem os 5 finalistas, foi aberta uma votação online para escolher o vencedor.

A votação foi encerrada no domingo e ontem Mr. Jimmy Fallow anunciou que quem terá a honra de tocar com o Pavement será Steve Goss. Abaixo você confere o vídeo de Steve e no site do programa há também os dos outros 5 finalistas.

A produção do programa desconfiou que a dança do gorila tenha encantado os leitores e arrecadado mais votos que o próprio guitarrista. Hahaha, o molequinho mandou bem mesmo na performance, mas as habilidades de Steve também não deixaram dúvidas quanto ao seu talento. Esperamos então para ver se o garotinho também fará parte da apresentação no programa!

Ontem a noite também, o Pavement foi ao The Colbert Report, quadro do programa The Daily Report. O vocalista Stephen Malkmus aproveitou para bater um papo com Colbert sobre a reunião da banda, que estava há 11 anos separada e sobre as letras ambíguas de Malkmus. Eles também apresentaram a música “Gold Soundz”, que foi eleita no ínicio do mês pelo Pitchfork Media como a principal música dos anos 90. A lista completa você pode ver aqui.

Lembrando que o Pavement se apresenta no Brasil, dia 20 de novembro no festival Planeta Terra, que já possui os ingressos esgotados!

Conversation Team