Jack White, o super-herói do rock

Nos últimos anos, Jack White tornou-se um dos mais prolíficos músicos da atualidade. Sempre nas manchetes, seja pela música (ele aparece no filme A Todo Volume ao lado do gênio Jimmy Page) ou a vida pessoal (o casamento relâmpago com a modelo Karen Elson), ele acaba de lançar um álbum solo, que foi direto pro topo da parada americana. E com um monte de projetos no colo, imagine se cada um deles fosse um desenho de super-herói. Bom, nós imaginamos.

White Stripes (“Casal Fantástico”): um quase pioneiro de popularizar o blues dentro do indie-rock e duplas apenas de guitarra-bateria. Exatamente como no casal do Quarteto Fantástico, Jack White era uma espécie de Sr. Fantástico da dupla, enquanto Meg apenas a Mulher Invsível.

The Raconteurs (Superamigos): banda com os camaradas de Detroit, como se tivessem gravando um disco entre uma cerveja e outra. Sumidos desde 2008, daqui a pouco se reúnem prum churrasco e quem sabe sai um disco no meio.

Dead Weather (Vingadores): aqui cada um veio de um canto, com um consistente trabalho paralelo, e juntaram forças num super-grupo. Como o filme, fizeram muito sucesso juntos, mas já voltaram para suas respectivas carreiras.

Jack White (Wolverine): como o Logan, ele costumava fazer parte de um grupo, mas suas habilidades são tão superiores que alçou um voo solo. E diga-se, separado dos demais se provou ainda melhor.

Third Man Records (Castelo de GreySkull): a casa de trabalho, a gravadora independente  criada por White, não apenas para lançar seus projetos, como de artistas que gosta, como Wanda Jackson e Loretta Lynn. Ele tem a força!

Brand New Music: Cambriana

Rock’n'Beats invadindo o blog da Converse para falar do que a gente sabe que você curte: música boa e conhecer bandas novas.

Em episódios infelizmente incomuns no decorrer dos anos, surgem algumas bandas que parecem sintetizar todo o espírito de uma cena musical, ignorando barreiras geográficas ou idiomáticas, em um só pacote. Foi em um desses episódios que surgiu, no coração do centro-oeste brasileiro – conhecido pela exportação de duplas sertanejas de sucesso, mas também por grandes nomes como Black Drawing Chalks, Banda Uó e o Hellbenders  – uma pequena grande banda que poderia ser facilmente o resumo de algumas horas de “shuffle” na sua biblioteca musical se você é um fã do tal do “indie” nos anos ’00.

A Cambriana recebe seu nome de uma era biológica marcada pela diversidade, e parece incorporar bastante esse título: na sua mistura, se encontram os DNAs musicais de grupos folk como Fleet Foxes, Grizzly Bear e My Morning Jacket e artistas que sabem utilizar o “synth-pop” com classe e equilíbrio, como Phoenix, The Whitest Boy Alive e Jamie Woon. O álbum de estreia do grupo, House of Tolerance, pode até ser marcado por um som sutil e quase melancólico, mas não se engane pelo tom relaxante e nada gritado: a Cambriana já fez muito barulho nas redes sociais, chegando até mesmo a receber elogios de sites norte-americanos.

Quem são: Luis CalilWanderson Meireles, Wassily Brasil, Pedro Falcão, Rafael Morihisa, Israel Santiago e Heloísa Cassimiro.

Por que curtir?: Reúne tudo aquilo que tem povoado os seus fones de ouvido em uma só banda que age localmente, mas pensa globalmente.

Para fãs de: Destroyer, The Postal Service, Foals (fase Total Life Forever)

Quer saber mais? Confira esse bate bola rápido que fizemos com eles:

Como a banda começou a caminhada?
Começou com um punhado de covers de indie rock que eu (Luis), o Rafael e o Israel decidimos fazer por diversão. Descobrimos que ficar tocando Radiohead, The National e Grizzly Bear só é divertido até certo ponto, então acabamos parando tudo e decidindo só recomeçar quando tivéssemos nosso próprio material. (Agora eu sinto falta de tocar covers. Coisas da vida.)

A Cambriana segue as pegadas de quais bandas?
Acho que a graça do nosso disco é que nós seguimos várias pegadas ao mesmo tempo, de forma que seria complicado tentar encontrar uma influência predominante. Mas esse elemento de diversidade estilística em si foi inspirado no “In Rainbows” do Radiohead. A forma como eles construíram esse disco, reunindo faixas de vários estilos e climas (pulando de “15 Step” pra “Bodysnatchers” pra “Nude”, por exemplo) foi meio que um modelo pra banda no “House of Tolerance”.

O que faz vocês colocarem seus “dancing shoes”?
Rafael: “Polish Girl”, Neon Indian + álcool.
Luis: “Alu Jon Jonki Jon”, Fela Kuti + álcool.
Wassily: “Come As You Are”, Nirvana + álcool.
Israel: Não dança. Mas bebe.

Quais serão os próximos passos da Cambriana?
Vamos tentar tocar no país inteiro. Já temos algumas datas planejadas pra Minas, Brasília e São Paulo. E lá pelo meio do ano queremos lançar mais músicas, que estão atualmente sendo compostas e gravadas (e jogadas fora, e ressuscitadas, e mutiladas, e regravadas). E queremos ouvir menos indie rock. Acho que já deu, né?

Look do dia

Por uma dose maior de rock ‘n roll no nosso dia-dia!

Bob Dylan Revisited

Nesse mês Bob Dylan faz nada menos que seis apresentações no Brasil. Dos mais controversos e geniais artistas da história, o mestre ultrapassou a fronteira de estilos, produzindo música de todos os gêneros e influenciando bandas e músicas do rock, punk, folk, country e até reggae. E desde que o mundo é mundo vemos aí versões das músicas de Dylan, como as antológicas “All Along the Watchtower” nas mãos de Jimi Hendrix e “Like a Rolling Stone” pelos Rolling Stones. Também já vimos serem lançados alguns tributos, como a trilha do filme I’m Not There ou em homenagem aos 50 anos da Anistia Internacional, onde até Miley Cyrus teve a pachorra de fazer uma versão. Nossa mixtape é um passeio no mundo mágico de Bob Dylan, o nosso próprio tributo ao gênio.

Confira aí.

Mundo mágico de Bob Dylan by Converse on Mixcloud

Tracklist:

Rage Against The Machine – Maggies Farm

Green Day – Like a Roling Stone

The Fratellis – All Along the Watchtower

White Stripes – One More Cup of Coffee

Guns N’ Roses – Knockin’ on Heaven’s Door

PJ Harvey – Highway 61′ Revisiset

Joan Baez – Its All Over Now Baby Blue

Wilco & Fleet Foxes – I Shall Be Released

Pearl Jam – Masters of War