M/E/C/A/Festival foi EPIC WIN!

Foto: Esper/I Hate Flash

Parecia muito insólito, um festival com bandas legais tocando no litoral norte gaúcho, não conhecido exatamente pela beleza das praias. O local do evento, um clube não conhecido exatamente pela cultura indie. Mas é do insólito que às vezes saem grandes coisas, e o M/E/C/A festival, no último sábado, no Jimbaram, foi um epic win.

Bandas brasileiras, músicas em inglês

A Wannabe Jalva, de Porto Alegre, foi a primeira a tocar, no meio da tarde. Com as pessoas ainda chegando, mostraram de cara que o festival prometia. Roubaram a cena, e em futuros eventos, é recomendável a escalação em horários noturnos. Já os curitibanos do Rosie and Me, ao tocarem a dançante Ready for the Floor dos ingleses do Hot Chip puxada por um banjo, ensaiaram o primeiro levante de uma horda indie que insistia em continuar sentada na grama. Na seqüência, o Copacabana Club fez geral dançar, pular e gritar sem parar. No set, os já clássicos hits das pistas ”Come Back” e “Just Do It” comandados por Cacá V, atraindo olhares de meninos e meninas. Ainda no palco, a vocalista anunciou que o esperado disco sai nas próximas semanas.

Foto: Esper/I Hate Flash

Bandas gringas, músicas em… inglês também

No começo da noite, a molecada do Two Door Cinema Club começou o que seria, para muitos, o melhor show do festival. Passando em cheque todas as músicas de seu único álbum, mostraram ao vivo extrema semelhança com as gravações. Canções como “Cigarettes in the Theater”, “Do You Want it All”, e “Something Good Can Work” com destaque todo especial pro guitarrista, que reproduz com eficiente perfeição os riffzinhos, sem apelar pra synths ou melodias pré-programadas.

Foto: Esper/I Hate Flash

Vampire Weekend

A atração mais esperada também passou longe de não dar conta do recado. A banda mostrou simpatia e o melhor, tocou muito. Em músicas como “Horchata”, ouviam-se quase cinco mil pessoas do festival cantando junto. Em outras, como “A-Punk” e “Mansard Roof”, abriram-se rodas de danças afro-punk. Mesmo dentro de um festival, o setlist foi praticamente completo, e a maneira como foi executado com certeza deixou quem foi lá apenas pra ver os vampiros mais do que satisfeito.

Foto: Esper/I Hate Flash

Eletronices

Encerradas as atrações indie, o som eletrônico tomou conta da pista, já um pouco esvaziada. Primeiro com os cariocas do The Twelves, que começaram o set com um remix de Phoenix, e daí em diante entupiram a noite com seus celebrados remixes. Fechando a conta, a dupla londrina Layo & Bushwacka enlouqueceu apenas o público mais ligado em house, que já começava a chegar também para a After Party, no Jimba.

Em sua primeira edição, o M/E/C/A mostrou que veio pra ficar. Público animado, nenhum grande problema estrutural, bandas boas. E, claro, o “belo” litoral gaúcho. Todos na espera do próximo, e que chegue rapidinho!

Conexão Converse S02E08 – Novas Bandas

Está no ar mais um episódio do Conexão Converse. Desta vez o assunto da edição é as novas bandas e a produção independente nacional, na ótica de Daniel Paiva (Orquestra VoadoraRJ), Piero Damiani (NumismataSP) e Alexandre Kupinski (Apanhador SóRS).

Assista ao episódio e conheça um pouco mais sobre estes três projetos de diferentes regiões do país, mesclando rock, samba, jazz, folk, além de saber um pouco sobre a situação do cenário independente e a influência das novas mídias.

Conversation Team