Soundtrack: Rock Star

Essa é pros metaleiros. De 2001, o filme Rock Star é baseado na exata história do Judas Priest, mais precisamente a história de Tim “Ripper” Owens, que era vocalista duma banda tributo ao Judas Priest e acabou sendo escolhido para entrar no lugar de Rob Halford. Está tudo lá, menos os direitos autorais, e por isso os nomes dos personagens e bandas são todos fictícios.

O cantor ganha vida na pele de Mark Whalberg, que entra na banda Steel Dragon após o antigo vocalista ser expulso por ser abertamente gay – uma malhada dos produtores em Halford e o Judas, já que na vida real não foi esse o motivo da saída. Pra dar aquele ar romanceado, também não a ver com a realidade, o cantor se mete num atrito entre a fama e a antiga namorada, vivida por Jennifer Aniston. Um dos pontos altos da trama é a enormidade de músicos de verdade que fazem parte das bandas, como Zakk Wylde (Black LabelSociety, ex-Ozzy), Jason Bonham (o filho do homem), Jeff Pilson (Foreigner), entre outros.

Na trilha sonora, também nadinha de Judas Priest. A tônica é o hard-rock de bandas como Mötley Crüe, Bon Jovi, Kiss, além da fictícia Steel Dragon (em que Mark Whalberg apenas dubla os vocais). Nenhuma grande obra cinematográfica, o filme é mais pra quem curte rock mesmo, com todos os clichês de sexo, drogas e rock n roll e uma cacetada de música rolando. Até porque, como alguns devem lembrar aí embaixo, rock nunca foi muito a praia do ator.

Veja o filme completo no Youtube.

Soundtrack: A vida é dura

Duas coisas que americano adora no cinema são biografias musicais e aquelas paródias estilo Todo Mundo em Pânico. Então por que não juntar tudo numa coisa só? Essa é a tônica de A Vida é Dura: A História de Dewey Cox, que pega elementos de vários ícones do rock e transforma no jeito mais engraçado possível, com toda a manha cômica do diretor Judd Appatow, o mesmo de filmes como Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos.

A história tem como base principalmente a persona de Johnny Cash, como a bizarra cena inicial onde Dewey Cox por acidente corta o irmão ao meio com um facão – uma referência óbvia ao início de Johnny e June.

Mas não para por aí. Apesar de hilário, o filme tem realmente o seu quê de história do rock. Desde a capa, uma imitação daquela clássica foto de Jim Morrison como “jovem leão”, até as canções parodiadas no filme cantadas e tocadas de verdade pelo ator John C. Reilly. Nas cenas, o personagem vai dum cantor folk da contra-cultura fazendo músicas de protesto (Bob Dylan) à uma viagem a Índia onde é apresentado ao LSD por 4 rapazes de Liverpool e termina obcecado no processo de gravação do disco que vira sua obra-prima (uma referência as loucuragens de Brian Wilson dos Beach Boys).

Ainda não satisfeitos, o filme é recheado de participações de celebridades, como Eddie Vedder no papel dele mesmo, Jack White como Elvis Presley, entre muitos outros. Claro que faz a diferença você saber um pouco sobre a história do rock ou de filmes biográficos, mas se não entender bulhufas, também não tem problema: você ainda vai rir um bocado.

Pra curtir a trilha sonora é só dar o play aqui embaixo:

Soundtrack: The Runaways

Os melhores filmes sobre bandas são aqueles que além de contar a história da banda, também ambienta todo um cenário em volta. E nesse ponto The Runaways preenche todos os quesitos. Caso você seja um fã, vai ficar fascinado pelo envolvimento de Joan Jett e Cherie Currie, desde a formação da banda, o sucesso repentino, a queda pelas drogas e o fim. Tudo isso muito rápido, em não mais que dois anos entre o começo e a extinção.

Vale também pela história do rock, sendo a primeira banda de sucesso apenas com mulheres – ou adolescentes, já que elas tinham 17 e 18 anos. Até por essa idade, brilham muito como protagonistas as atrizes Dakota Fanning (a criancinha de Uma Lição de Amor) e Kristen Stewart (a estrela de Crepúsculo), quase irreconhecíveis no papel da dupla central das Runaways, inclusive tocando e cantando elas mesmas as músicas no filme.

Agora caso você não conheça muito a banda, além de ter contato com as precursoras do rock entre meninas, pode se deliciar com todo o contexto do glam-rock da época também, passando de tabela com muita história sobre Lou Reed, David Bowie, Iggy Pop e muito mais. Além disso, nada menos que 34 músicas aparecem no filme (mas apenas 14 fazem parte da trilha sonora). Aproveitando a futura passagem de Joan Jett no Brasil, no Lollapalooza, assistir a The Runaways torna-se ainda mais indispensável.

The Runaways Sountdtrack by VignoliLeandro on Grooveshark

Soundtrack: Johnny & June

Essa semana Johnny Cash estaria fazendo 80 anos, e podemos dizer facinho que estas são 8 décadas de maestria. E pra sacar pelo menos um pouco dessa história, vale rever (ou ver, pros mais atrasadinhos) o filme Johnny & June, lançado poucos meses após a morte do “man in black”.

Embora seja apenas um recorte da história, a de quando ele era mais novo, ainda assim pega vários momentos clássicos da carreira, como o início, a formação quase caseira dele junto aos Tennessee Two, o sucesso, o abuso de drogas, o fundo de poço e, claro, a redenção de quando voltou a cena com “Folk Prison Blues”.

Johnny Cash é herdeiro desse tipo de astro de rock (ou country) que praticamente não se fazem mais. E ao longo do filme, você vê de tabela vários deles, como Jerry Lee Lewis, Roy Orbison e até um novato Elvis Presley. E pra quem curte um romance, o roteiro obviamente dá uma grande pincelada na relação dele com June Carter. E não foi qualquer relação: Johnny & June foram casados por 35 anos – amor tão forte, que Cash faleceu apenas algumas semanas após a morte dela, em 2003. No filme, todas vozes da trilha sonora são muito bem feitas pelos atores, inclusive rendendo um Oscar para Reese Witherspoon, e uma indicação para Joaquin Phoenix.

Ou seja, Johnny & June vale de qualquer jeito: pela trilha sonora, pelo filme, e pelos discos originais de Johnny Cash. Nossa homenagem está feita!