Por Dentro do SWU | Dia #3

Passada toda a correria de um dos festivais mais aclamados (e reclamados) dos últimos tempos, nossos insiders Felipe Neves (@moraesneves) e Simone Bertuzzi (@simonebertuzzi) contam um pouco dos melhores e piores momentos do SWU.

[o que rolou no DIA #1]

[o que rolou no DIA #2]

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DIA #3 – Segunda

Por Felipe Neves

Se dá para dizer que o primeiro foi o dia das confusões, o segundo foi o dia do pop, o terceiro foi o dia do rock! Simples assim. Com exceção de algumas bandas nos palcos principais no começo do dia, o resto foi o mais próximo que se consegue chegar ao rock. Queria ter visto Alain Johanes, o carequinha 4º “integrante” da super banda Them Crooked Vultures, que já tocou no QOTSA e em mais um monte de outros projetos bacanas, mas não cheguei a tempo. Disseram que foi um show numa pegada mais tranqüila e que ele quase só tocou violão Teria valido.

Mais ensolarada, mais fria e mais promissora, a segunda-feira começou, pra mim, com várias distorções e guitarras sujas da versão menos agressiva e mais indie de Sonic Youth. Ainda de dia, Yo La Tengo fez seu indie rock honesto e coeso para um público que pareceu não entender muito o que estava rolando. Mesmo assim, fizeram o que tinham que fazer e mostraram, para os poucos interessados, que são uma banda de indie rock que sabe o que faz. Acho que arrebataram mais uns fãs.

SWU #3

Mas o público do começo do fim da tarde estava para ver os irmãos Cavalera pesarem os timbres e as bateras no metal grave. Max, com dreadlocks nojentos, tocou pela primeira vez no Brasil depois de muito tempo, desde que saiu do Sepultura. Quem curte Sepultura se lavou de tesão musical por ver os irmãos juntos de novo. O peso foi mantido com Avenged Sevenfold, banda que eu confesso nunca ter ouvido falar antes. Também não assisti.

SWU #3

Preferi ouvir a coletiva do Eduardo Fischer, que acontecia na mesma hora na sala de imprensa. Uma multidão de jornalistas também queria ouvir o que o organizador tinha a dizer sobre as bandas, expectativas da organização para o próximo ano, posicionamento sustentável, projetos ambientais e, claro, sobre os diversos tropeços. Fischer, logo acompanhado de um assessor, começou falando do conceito do projeto e suas dificuldades de execução – que imagino não terem sido poucas – , agradecendo aos jornalistas e, sempre na defensiva, explicando alguns dos ocorridos. Levava os méritos por ter começado um processo que não acabaria ali. Com um certo orgulho – louvável – enfatizou a pontualidade dos shows devido aos 2 palcos funcionarem simultaneamente. Disse que, naquele lugar com verde, paisagismo, tendas, palcos, restaurantes, banheiros, obras de arte e um público total de 150 mil pessoas, antes existiam vacas que poluíam bastante o meio ambiente (a Fazenda Maeda é um local de engorda de gado). Explicou que os problemas da saída do primeiro dia haviam sido minimizados, o que foi verdade. Justificou a proibição à entrada de alimentos e disse que estava de calça branca para provar o contrário do que alguns temiam acontecer: a lama. Por sorte não choveu nada no domingo, nem na segunda-feira. Não sei se a calça estaria assim tão branca se o tempo fosse outro. Falou bastante e, para as perguntas, deixou seu assessor respondendo. Foi dar uma exclusiva para a Globo.

SWU #3

A assessoria de imprensa do SWU, a InPress, apesar de ter um staff majoritariamente feminino e muito simpático e prestativo a ajudar, credenciou muito mais gente que o fosso comportava. O fosso é o local onde os fotógrafos e cinegrafistas ficam por 3 músicas para registrar os shows. A “solução”: dividir em 2 grupos de 30 (por ordem de chegada!) e deixar 1 e ½ música para cada grupo. Se você acha que 3 músicas é pouco para registrar, imagina 1 e ½, sendo que eles já começavam a retirar o pessoal logo em seguida da primeira pra dar tempo da segunda leva se posicionar. Outra grande falha de organização.

Fiquei no segundo grupo para fotografar o Incubus. Grande responsabilidade anteceder o QOTSA. Quando ouvi os primeiros acordes de Megalomaniac, pirei. Me levou direto aos 16 anos. Ótima música. Por sinal, ouvi alguém dizer que Incubus é banda para adolescente. Não sei, mas se for, eu ainda devo ter 16 anos. Show ótimo, com o vocal de Brandon Boyd sendo executado à maestria, com grandes agudos bem encaixados, sem nenhum erro. Foi um dos highlights dos 3 dias.

SWU #3

O Queens Of The Stone Age se preparava para entrar no palco. Eu, que já estava com um lugar bacana para fotografar, decidi bater um papo com os seguranças que ficam entre a barricada e o fosso – onde os fotógrafos, convidados super VIP, câmeras de transmissão e PNEs ficam. Os coitados me contaram do tratamento que estavam recebendo. Trabalhavam 16 horas/dia sem revezamento, dormindo no chão ou no ônibus, com banhos parcos, condições de trabalho muito aquém do esperado de um evento sustentável e ganhando muito pouco. Sorte deles que não gostavam das bandas. Imagina eu vendo QOTSA de costas? Não rolaria.

Logo em seguida do Fischer ter falado da ausência de atraso, o show do Queens atrasou em quase uma hora por chiados nas caixas de som. Quando subiu ao palco, a espera foi compensada já nos 3 primeiros acordes da cavalar Feel Good (Hit of the Summer). Nicotine, Valium, Vicodin, marijuana, ecstasy and alcohol, repetia Josh, um dos poucos gênios do rock and roll ainda produtor de coisas boas para se ouvir. Ele, de barba ruiva e branca e cabelo lambido pra trás, mantinha uma postura superior que me fez lembrar a do James Hetfield do Metallica, meio de lado para o microfone e com uma serenidade de dar medo, controlando aquele chumbo todo que vinha de trás. Palmas para Castillo que sentava o braço sem dó em todas, dando a dinâmica exata para o show: a mais intensa possível. Emendando uma atrás da outra para compensar o atraso, o Queens foi martelando um a um os fãs que estavam lá (já nota-se que eu sou um deles). Estava com medo que eles acelerassem muito no andamento, o que fazem com certa frequência. Acho que me ouviram e mantiveram os mesmo dos discos.

SWU #3

Depois veio Pixies e muita gente delirou com os clássicos Here Comes Your Man, Allison, Bone Machine, Gigantic e Where’s My Mind? Ouvi que eles geralmente fazem um show bem burocrático e não fazem muita questão de conquistar o público por outra maneira que não a música. Bom, os fãs deram sorte. A banda pareceu bem descontraída, conversavam entre eles e até rolou bis. Um ótimo show pra quem é fã. Confesso que, para mim, foi meio chato. Mas, como estava lá, assisti. Não me arrependo, mas gostaria de ter uma cadeirinha naquela hora. Sentia o peso dos últimos 3 dias aparecendo.

Ainda fiquei para ver um pedaço de Linkin Park, que veio com uma parafernália de elementos de palco. Praticáveis, estruturas de metal, escadas, estrobos e projeções meio Matrix no telão. Foi até um espanto sair dos Pixies com um palco super simples e fazendo música honesta há mais de 20 anos para uma banda que mistura metal com rap com bases eletrônicas com sintetizadores com muita raiva e gritos agudos melódicos. Pelo jeito dá certo. Acredito que tinha mais gente pra ver eles que o público dos Pixies ou do QOTSA. Pelos menos faziam mais barulho e usavam roupas mais escuras.

SWU #3

Cheguei ao meu limite, de frio, cansaço, suor, dor muscular, fome, sono, prazer. Já tinha me esbaldado antes e só pensava na van quentinha. Antes, fiz uma parada na praça de alimentação, agora com tickets à venda, e mandei ver num espetinho de R$6,00. Era a fome fazendo esses absurdos. Entrei na van feliz, extasiado de pensar que participei de um evento desse tamanho com bandas que sempre quis assistir.

No final, restou uma dúvida: o que fizeram com as tais vaquinhas que ali pastavam/poluíam em paz dias antes?

Confira abaixo as fotos do que rolou no terceiro e último dia do festival

Por dentro do SWU | DIA #2

Passada toda a correria de um dos festivais mais aclamados (e reclamados) dos últimos tempos, nossos insiders Felipe Neves (@moraesneves) e Simone Bertuzzi (@simonebertuzzi) contam um pouco dos melhores e piores momentos do SWU.

[o que rolou no DIA #1]

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DIA #2 – Domingo

Por Felipe Neves

Se o show do Los Hermanos foi no sábado para atrair a mulherada, Sublime, Regina Spektor, Joss Stone, Dave Matthews Band e Kings of Leon  foram muito mais eficazes nesse aspecto. Muita gente bonita (ou, pelo menos, bem arrumada) marcou o dia do figurino camisa xadrez e calça justa, influenciado pelas roupas da sempre bem alinhada família Followill dos KOL.

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A noite prometia ser gelada e sem chuva. Foi. Mas disso a organização não tem culpa. Nem mérito. Não vi nenhum show do Palco e Tenda Eletrônica. Sinais de desgaste e tempo me impediram. Mas os pontos altos, pelo que ouvi: Tulipa Ruiz e Otto.

Quando cheguei, Jota Quest tocava. Fui direto para sala de imprensa comer uns bolinhos de laranja. A internet estava horrível, mas o bolinho de laranja… Comi uns 8. Saí de lá para fotografar o Sublime with Rome. Rome é o novo vocalista, substituindo Nowell, morto por overdose em 1996. O cara tem 22 anos, tem um timbre de voz muito parecida a de Nowel e não decepcionou os fãs. Segurou legal e fez a alegria de todos. Bom show.

SWU #2

Achei bem bacana a ideia de existirem dois palcos principais. Os atrasos entre shows foram mínimos (em quase todas as vezes) e fez com que o público emendasse um show atrás do outro sem aquela espera chata de troca de equipamento que faz cair o pique.

Tive um sentimento de que as pessoas não entenderam muito quando a russa Regina Spektor entrou para tocar seu piano de calda, acompanhada por um duo de cordas e bateria num show intimista e sutil que talvez tivesse ficado melhor em um teatro que em um festival ao ar livre. Pelo menos, o público sabia cantar mais músicas. Mas vários não sabiam quem era. Amigos ouviram pessoas dizendo: “ela não era escritora? Achei que já tinha morrido…”, referindo-se à Clarice Lispector. Ri.

Em seguida, outra talentosíssima cantora, Joss Stone e sua enorme e rouca voz destilando um pop soul de primeira com uma banda igualmente de primeira. Linda, sorridente e super à vontade no palco, de pés descalços e vestido esvoaçante que, junto com o vento, ajudavam a contornar seu corpo, era só simpatia. Ia de um lado ao outro do grande palco sem parar. Uma semi diva. Ouvi de alguém que até as axilas dela são bonitas. Concordei.

SWU #2

Engraçado que a Dave Matthew’s Band foi a única banda no meio do line up que teve previstas quase duas horas de show. E nem era uma das atrações super top top, como QOTSA, RATM ou Pixies que tiveram, em media, 1h30min. Será que tem algo a ver com o fato da DMB ter gravado um comercial para o SWU, cedendo uma de suas músicas? Vai saber… Fato é que eles usaram todo o tempo que tinham para fazer o que provavelmente fazem em estúdio: jam. É uma super band com excelentes músicos. Arrisco dizer que alguns dos melhores do mundo não erudito, hoje. Mas com um problema: eles tocam pra eles mesmos. Não souberam fazer show para 60 mil pessoas. As músicas eram pura virtuose do rock/pop/blues , mas se estendiam por demais, cansando a maioria. Quando eles anunciaram bis, me decepcionei um pouco. Mesmo assim, tenho o sentimento que foi melhor que muitos dos show de início de tarde.

SWU #2

Com tudo e todos prontos para King of Leon, sobe ao palco um camarada (se alguém souber quem é, me diga) com um discurso reacionário, incitando o público e dizendo que eles estavam em guerra contra o consumismo, contra o abuso da natureza, contra a ganância. No mínimo, ironia de mal gosto para com quem gastou mais de R$ 600,00 por dia para poder ver sua banda de perto.

Depois disso, aí sim que o público não agüentava mais esperar para ver a banda da noite, Kings of Leon. Com várias restrições desnecessárias para a imprensa, KOL fez um show iluminado, literalmente. Existia um paredão de luzes amarelas atrás deles que bronzeariam qualquer um. Queria saber quantos watts estavam sendo consumidos naquela hora. A família de Nashville fez um show exato, na medida, sem errar, mas, de tão cuidadosos, não arriscaram quase nada e acabaram ficando no lugar comum.

SWU #2

Na saída, menos tumulto que na noite anterior. Agora viam-se equipes para ajudar, veículos e pessoas já não disputavam o mesmo espaço e tudo foi mais rápido. Cheguei em casa bem mais cedo.

Confira abaixo as fotos do que rolou no segundo dia do festival

Por dentro do SWU | DIA #1

Passada toda a correria de um dos festivais mais aclamados (e reclamados) dos últimos tempos, nossos insiders Felipe Neves (@moraesneves) e Simone Bertuzzi (@simonebertuzzi) contam um pouco dos melhores e piores momentos do SWU.

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DIA #1 – Sábado

Por Felipe Neves

Foi o primeiro festival de música desse porte e com essa proposta que o Brasil já teve. Ninguém sabia ao certo o que esperar – nem a organização do evento, pelo jeito. Depois de uma hora e meia de São Paulo a Itu, comecei a ver a movimentação da galera chegando. Bastante policiamento e placas de indicação para os diferentes tipos de estacionamentos e veículos. O número de gente ia aumentando a cada metro em que entrávamos na área da fazenda. Rolava um clima de ninguém-sabe-direito-como-vai-ser-esse-primeiro-dia, que foi refletido na hora da saída. Mais tarde falo disso. Depois que desviar de um mundaréu de gente – sim, porque eles colocaram veículos e pessoas para entrarem todos pelo mesmo lugar – estacionamos.

Recebi meu crachá de imprensa, mas não a pulseira que tinham nos falado. Na bilheteria, muita gente com suas coisas para acampar e sem saber direito pra onde ir.

SWU #1

Da entrada pra lá, não podia passar com bebida [nem água], comida, remédios e mais um monte de outras coisas. A justificativa para comida? Eduardo Fischer, o cara por trás da parada toda e “dono” do festival, disse o seguinte: se o camarada fizesse sua “coxinha” ou seu sanduíche antes de sair de casa, viajaria não sei quantas horas do seu estado até lá com ela na mochila, pegando calor, chegaria no festival, comeria aquilo fora de refrigeração e… já viu o estrago. Mas, e as bolachas em pacote fechado, que não estragam assim tão rápido? Pois é, nem elas, meu amigo… Quem sabe água em galão para economizar embalagem pet? Também não… Água lá custava de $4 a $7 a garrafinha, dependendo de onde se comprava.

Espalhadas pela área dos shows, várias tendas de patrocinadores e esculturas de arte com material reciclado, iniciativas bacanas, mas que tinham um clima de vitrine. Tinha uma tenda de “reciclagem” do lixo produzido pelos participantes. Na verdade, a tenda reunia todo o lixo reciclável, compactava em blocos e mandava para as usinas de reciclagem. Atitude bacana, mas esperada por qualquer evento assim, tendo a bandeira de sustentável ou não.

Falando em lixo, viam-se poucas lixeiras. Disseram que tinha mais de 2000 tonéis. Não vi e, pelo jeito, a turma toda também não. O que se via era muito lixo espalhado pelos gramados.

SWU #1

O sistema de alimentação era precário. Compravam-se os tickets num lugar e retirava-se a comida em outro. Depois de muito aperto e meia hora para andar 5 metros, descobri que os tickets tinham acabado (racionamento de papel?). Sim, amigo, não tinha mais ticket (!!). Alguns foram embora; a maioria ficou e começou a passar de inquieta pra violenta. Xingamentos à produção, tapas na grade, até que um sujeito subiu no teto, começou a pular e não deu outra: quebrou o teto e ele caiu lá dentro do guichê.

Lá embaixo o grosso da festa rolava. A produção acertou em colocar os palcos maiores num declive. Assim, a galera de trás podia ver alguma coisa, mesmo de longe. Cheguei em tempo para ver a enésima volta dos que não foram: Los Hermanos sempre ensaiando retornar em ocasiões oportuna$ (eles abriram pro Radiohead em São Paulo em 2009). Soube que eles foram escalados pra esse dia (Mars Volta, Infectious Groove, RATM) para trazer mais mulher. Show de bom nível com uma congregação de fiéis cantando em coro todas as letras. Mais uma vez, foi mágico, pra quem gosta. Não vi Mutantes, mas soube que não empolgaram. Pra muitos, eles estão dando soco em ponta de faca. Sem a Rita já não era Mutantes. Sem o Arnaldo então, aí é que não convence mesmo.

SWU #1

Estava me preparando para um dos dois shows que mais queria ver: os cabeludos crespos do Mars Volta. Não é uma banda exatamente fácil de ouvir. Tem momento e clima pra isso. Às 21h do dia 09/10 era um desses momentos. Fiquei surpreso de ver que não era só eu que pensava assim. Bastante gente estava enlouquecendo na pista comum. Qualquer coisa que eu fale será enviesada. Minha expectativa era grande. O show foi arrebatador e ver os caras mandando aquela psicodelia progressiva misturada com o peso de uma cozinha de estourar o pulmão e uma latinidade  nada linear foi algo como assistir Van Gogh pintando um quadro. Talvez nem tanto, mas sempre tive extrema curiosidade de ver a execução de seus discos malucos. Fui correspondido.

SWU #1

Nada melhor pra aquecer as válvulas da máquina para a raiva que viria na sequência. Rage Against the Machine subiu ao palco com tensão e muita atenção dos organizadores que esperavam o pior. Dias antes, Tom Morello tuitava incentivando as pessoas da pista comum a invadirem a pista Premium. Invadiram, mas o estrago nem chegou perto do que podia ter acontecido. Conversei com os seguranças do palco e eles me disseram que, se o pessoal quisesse invadir pra valer, não teria nada que eles pudessem fazer a não ser sair fora.

Zack, Tom, Brad e Tim, que deram os ingressos que tinham direito para o MST, fizeram o que tinha que ser feito em termos de show, pela primeira vez tocando no Brasil depois de terem acabado. Incendiaram uma platéia quase toda masculina, ensandecida, que pulava e se batia em diversas rodas punk. Foi espetacular. Um momento pra vida. Falando em MST, Tom Morello, dono de uma escola de riffs inventivos, tocou com o boné do movimento e falou sobre ele no palco. O show transmitido no Multishow foi interrompido perto dessa hora. Ele achou que o motivo foi seu discurso, mas tenho minhas dúvidas.

SWU #1

De alma lavada, fui para a saída. Lá fora, caos total. Pior que na chegada, carros, ônibus, vans, ambulâncias e um mar de gente suada dividia o brete pequeno espaço de saída.  Não havia ninguém auxiliando. Cada um por si e todos contra a falta de organização. Na hora, me lembrei de uma entrevista que Fischer deu ao Estadão garantindo que não haveria problemas de aglomeração porque era um lugar bastante aberto. Resultado da noite: quase duas horas para percorrer pouco mais de 3 km, ônibus transbordando, ambulância que não saía do lugar, janelas quebradas, pessoas passando mal, colisões entre carros, atrasos homéricos. Repito: caos.

SWU #1

SWU #1

Confira abaixo as fotos do que rolou no primeiro dia do festival